A frase, carregada de ironia, é um clássico na política brasileira, dita por um humorista de fino trato, o que lhe dá um valor maior ainda.
Lembrei-me dela, prontamente, ao saber da decisão Câmara Municipal de Maceió, na votação das contas de Rui Palmeira, antes mesmo que ela acontecesse.
Meu argumento: se a lei for, de fato, seguida à risca na análise das contas de todos os gestores públicos brasileiros, dificilmente um deles vai escapar da condenação.
A aprovação – ou reprovação – é e sempre será uma decisão de natureza política, com seus pesos e medidas que só se comunicam com questões técnicas e legais para justificar o malfeito.
Ainda mais no caso local, onde o Tribunal de Contas é uma piada pronta, repetida por qualquer pessoa minimamente interessada nas questões políticos no nosso terreiro.
O que aconteceu com Rui Palmeira, a rejeição das contas, é tão somente uma vingança de JHC, que assim se iguala aos que ele considera seus piores adversário/inimigos.
Os vereadores que seguiram a vontade do prefeito apenas mostraram o tamanho político que têm e a falta de um esqueleto que os ponha de pé.
A máxima de Sérgio Porto – a que está no título – vale como deboche, mas pode ser substituída por um imperativo universal, caso a turma queira mesmo levar a sério esse ímpeto de moralidade pública: tem de valer para todos.
E aí não sei se a Casa de Mário Guimarães fica em pé.










