O governador de Alagoas, Paulo Dantas, repercutiu na tarde desta quinta-feira (29) os resultados da pesquisa do Instituto TDL, a primeira registrada em 2026, e descartou qualquer possibilidade de concorrer a cargo eletivo nas eleições deste ano. Ele confirmou o apoio ao presidente Lula, ao ministro Renan Filho para a sucessão no Executivo estadual e ao senador Renan Calheiros para o Senado.

A fala ocorreu durante evento do Governo do Estado em União dos Palmares, na Zona da Mata alagoana, em meio a inaugurações. “Eu tenho palavra, postura, linha e lado. Meu lado é com o presidente Lula, com Renan Filho e com Renan Calheiros. É essa a nossa chapa majoritária”, afirmou o governador.

Pela manhã, o Instituto TDL divulgou levantamento que aponta 65% de aprovação da gestão de Paulo Dantas, contra 29% de desaprovação, indicando tendência de crescimento. A pesquisa também testou cenários eleitorais: na intenção espontânea para o Governo, o governador apareceu com 9%, índice superior ao do próprio candidato apoiado por ele, Renan Filho, que registrou 6%. O atual chefe do Executivo alagoano, no entanto, não pode concorrer em razão da legislação eleitoral, que o impede de disputar o cargo por já ter sido reeleito.

Em simulações para o Senado, o nome do governador também foi testado, com cerca de 11% das intenções de voto, patamar que, segundo o estudo, impactaria o desempenho do presidente de seu partido, Renan Calheiros. Outros nomes avaliados incluem Arthur Lira, JHC, Marina Candia, Alfredo Gaspar, Davi Davino Filho e o médico José Wanderley.

Ao longo de três anos e meio de gestão, Paulo Dantas tem mantido aprovações acima de 60%, com índices superiores a 70% no interior e picos acima de 80% em alguns municípios. Na Região Metropolitana de Maceió, onde os números são mais desafiadores, o governo anunciou recentemente uma ofensiva administrativa para elevar os indicadores.

Desde 2025 e no início de 2026, o governador tem reiterado publicamente que não será candidato. No próximo 5 de fevereiro, Paulo Dantas assume a presidência do Consórcio Nordeste, passando a comandar a articulação dos nove estados da região, movimento que reforça seu foco na agenda institucional e no alinhamento político já declarado.