O verão de Maceió foi o palco de inspiração para Risel. Entre o sol que se põe e a brisa que chega, o cantor e compositor descreve “Linhas Brancas”, sua nova música, como um fim de tarde à beira-mar.

“Maceió é uma grande inspiração para mim. Amo ir à praia e observar como o mundo funciona. Amo me aproximar e me apaixonar pelas pessoas. O contato é o que mais me inspira”. 

Risel define seu som como pop alternativo, mas as influências que permeiam “Linhas Brancas” são diversas. “Enquanto eu produzia, em janeiro do ano passado, ouvia muito ‘The New Abnormal’, do The Strokes, ‘Music’ da Madonna – principalmente ‘Don’t Tell Me’ – e ‘Hotel California’ do Eagles. Sou obcecado pela bateria e percussão desses projetos”, conta o artista. 

Mas há uma camada mais profunda, menos auditiva e mais experiencial. É da observação atenta do cotidiano, do movimento das pessoas e do ritmo da cidade litorânea que nasce a atmosfera do trabalho de Risel. Em “Linhas Brancas”, essa sensibilidade se traduz em uma canção sobre tentativas, deslocamentos e a busca por novos afetos, mesmo quando o passado ainda ecoa. 

A “Máquina do Tempo” Lançado em 4 de setembro de 2025, o primeiro single de Risel possui um clipe, dirigido por Yuri Melo e indicado à 16ª Mostra Sururu de Cinema. A música surgiu de uma tradução sonora do dia a dia e da transformação dos momentos chatos da vida do artista. “Pegar ônibus, estar em lugares em que não queria estar, sentir vontade de voltar para casa e para um alguém que eu já não tinha mais. Tudo isso acabou virando música”, conta ele. 

Clipe da música: máquina do tempo (clipe oficial)

“Quase Lá”: o EP que dá contexto ao percurso 

“Linhas Brancas” e “Máquina do Tempo” integram um corpo maior de trabalho: o EP “Quase Lá”, com previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2026. O conceito do EP surge de um lugar de transição, tanto geográfica quanto emocional. 

“Eu tive a ideia no início do ano passado, enquanto ainda estava digerindo um término”, relembra Risel. “Fazia um ano que tinha mudado pra Maceió e ainda me sentia preso num vai não vai, um trânsito emocional que parecia eterno. Estava em um estado de querer avançar, mas permanecer agarrado ao passado. Entre o antes e o depois”. 

Há também um desejo de territorialidade sonora, de que a música ressoe nos lugares que a inspiraram e nos cenários que Risel retrata. Essa vontade se conecta a uma busca mais ampla, que orienta seu processo criativo desde os experimentos iniciais: “Meu objetivo é criar comunidade para quem sente que não faz parte. A música foi a forma que encontrei de processar a vida, e acredito que pode mudar as pessoas”, afirma. 

Para conhecer mais sobre o artista pop alagoano, siga as suas redes sociais:

Instagram: @cyberisel

TikTok: @__risel

Youtube: @canaldorisel