O Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, celebrado em 28 de janeiro, será lembrado em Alagoas com uma sessão especial do filme “Pureza” nesta quarta-feira (28), das 10h às 12h, no Cine Arte Pajuçara, em Maceió.
A iniciativa, organizada pela Secretaria de Estado dos Direitos Humanos em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas, também celebra o primeiro aniversário da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae/AL).
A data ganha ainda mais relevância diante dos números de 2025: o MPT participou do resgate de 1.986 trabalhadores em situações análogas à escravidão em todo o país, em 196 operações das forças-tarefas. Foi registrado um recorde de denúncias de trabalho escravo no Brasil, com 4.515 casos, conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
As ações do MPT resultaram em 228 termos de ajustamento de conduta (TACs) e 11 ações civis públicas, além de indenizações que somaram cerca de R$ 7,88 milhões por dano moral individual e R$ 5,37 milhões por dano moral coletivo.
Apesar desse cenário, as operações de fiscalização e resgate estão suspensas desde o início de dezembro de 2025 devido à paralisação de cerca de 400 auditores fiscais do trabalho, que ainda não tem previsão de término.
Em Alagoas, a fiscalização do MPT identificou condições degradantes de trabalho em pedreiras no município de Estrela de Alagoas durante ações relacionadas à Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco em 2025.
O MPT alerta que o trabalho escravo pode integrar cadeias produtivas que chegam ao consumidor final, como alimentos e vestuário, e reforça que o combate envolve fiscalização, responsabilização de empregadores e ações estratégicas contra empresas que se beneficiam da exploração em suas cadeias de fornecimento.
O filme Pureza, baseado em fatos reais, narra a trajetória de uma mulher que sai do Maranhão em busca do filho desaparecido na Amazônia e descobre um esquema de exploração de trabalhadores em uma fazenda, em condições análogas à escravidão.
Segundo o procurador do Trabalho Rodrigo Alencar, a exibição busca ampliar a reflexão sobre violações de direitos humanos e fortalecer o trabalho de combate à exploração, principalmente no contexto dos dados nacionais recentes.
*Com informações da Ascom MPT
Foto de Capa: Reprodução/Ascom MPT










