Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem valores acima do salário mínimo terão os benefícios corrigidos em 3,9%. O índice acompanha a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), divulgado na última sexta-feira (9) e utilizado como base oficial para o reajuste anual.
Com a atualização, o valor máximo pago pelo INSS sobe de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55. Os novos valores foram oficializados por meio de portaria publicada pelo governo federal nesta segunda-feira (12) no Diário Oficial da União.
Reajuste varia conforme a data de concessão
A correção integral de 3,9% vale apenas para quem já recebia aposentadoria ou pensão em janeiro do ano passado. Para segurados que passaram a receber o benefício ao longo de 2025, o reajuste será proporcional, já que o cálculo considera o número de meses em que o pagamento esteve ativo.
Na prática, quanto mais recente for a concessão do benefício, menor será o percentual aplicado. Veja como ficam os índices:
Janeiro: 3,90%
Fevereiro: 3,90%
Março: 2,38%
Abril: 1,86%
Maio: 1,38%
Junho: 1,02%
Julho: 0,79%
Agosto: 0,58%
Setembro: 0,79%
Outubro: 0,27%
Novembro: 0,24%
Dezembro: 0,21%
Para quem recebe um salário mínimo, o reajuste ocorre de forma automática e segue o novo piso nacional, fixado em R$ 1.621 desde o dia 1º de janeiro.
INPC fecha 2025 com alta de 3,9%
O INPC acumulou variação de 3,9% em 2025, abaixo dos 4,77% registrados no ano anterior. Em dezembro, o índice subiu 0,21%, puxado principalmente pelo aumento dos preços dos alimentos, que passaram de queda em novembro para alta no último mês do ano.
No recorte regional, Porto Alegre apresentou a maior variação mensal, com impacto do aumento da energia elétrica e das carnes. Já Curitiba teve a menor taxa, influenciada pela queda nos preços da energia e das frutas.
No acumulado do ano, os alimentos subiram 2,63%, enquanto os itens não alimentícios registraram alta de 4,32%. Entre os grupos com maior pressão inflacionária estão habitação, educação e despesas pessoais.
Por que o INPC é usado no reajuste?
Desde 2003, o INPC é o índice oficial para corrigir aposentadorias e pensões do INSS. O indicador, calculado pelo IBGE desde 1979, reflete a inflação enfrentada por famílias com renda de até cinco salários mínimos, público considerado mais próximo do perfil dos segurados da Previdência.
Já o IPCA, que mede a inflação oficial do país, abrange famílias com rendimentos mais amplos, de até 40 salários mínimos, e por isso não é utilizado para reajustar os benefícios previdenciários.
Regras de aposentadoria mudam em 2026
Além do reajuste nos valores, 2026 também traz alterações nas regras de transição para quem já contribuía com o INSS antes da reforma da Previdência, aprovada em 2019. As mudanças seguem um cronograma gradual.
No próximo ano, a idade mínima sobe seis meses: mulheres precisarão ter ao menos 59 anos e seis meses, enquanto homens deverão atingir 64 anos e seis meses. O tempo mínimo de contribuição permanece em 30 anos para mulheres e 35 para homens.
Já a regra dos pontos, que soma idade e tempo de contribuição, também avança. A exigência passa a ser de 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens.










