Atendendo ao apelo da Defensoria Pública de Alagoas e do Governo do Estado, a Santa Casa de Maceió acolheu sete crianças da 2ª macrorregião de saúde para tratamento emergencial na Oncopediatria da Santa Casa Farol. A iniciativa garantiu a continuidade da assistência a crianças de zero a 19 anos no estado diante da suspensão do atendimento em outra unidade.

Cauê e José foram atendidos na Oncologia Pediátrica da Santa Casa de Maceió na quarta-feira (7)

Quatro crianças foram atendidas na quarta-feira (7) e outras três já têm consultas agendadas para a próxima semana. Com a ação, a Santa Casa de Maceió, que é um Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) e segue todas as diretrizes do Ministério da Saúde, voltou a ser a única a ofertar tratamento oncológico pediátrico em Alagoas, cenário semelhante ao registrado em 2024, quando a instituição filantrópica também absorveu integralmente a demanda de pacientes oriundos de outro hospital.

 

Bruna Salviano, oncologista pediátrica da Santa Casa Farol, fez os primeiros atendimentos dos pacientes da 2ª macrorregião de Alagoas

A oncologista pediátrica Bruna Salviano destacou o esforço institucional para garantir o acolhimento. “Houve toda uma organização estrutural para que essas crianças chegassem, tivesse médico no ambulatório para recebê-las, leito disponível para as que precisam de internação mais urgente. E é um momento de entender em que passo eles estão no tratamento. Agora é lutar para que eles tenham a chance de cura, com a melhor estrutura, com todo o aparato profissional e seguir adiante nesse tratamento”, disse.

Entre as famílias atendidas está a de Adriana Moreira dos Santos, que saiu do município de Carneiros, Sertão de Alagoas, com o filho Cauê, de 14 anos, para dar continuidade ao tratamento contra a leucemia na Santa Casa Farol. “Para mim é bom, né? Gratificante. Me sinto mais acolhida ainda e até o momento não tenho do que reclamar. Eu já soube muitas informações boas daqui e vai dar tudo certo”.

Adriana Moreira dos Santos saiu do município de Carneiros, Sertão de Alagoas, para o atendimento de seu filho Cauê na oncopediatria da Santa Casa de Maceió

A doença de Cauê foi descoberta no ano passado, após sintomas como palidez e fraqueza. A busca por diagnóstico começou na unidade básica de saúde do município. “No posto de saúde do meu município fizeram a consulta e encaminharam para Santana do Ipanema, onde marcaram a consulta para a hematologista. Foi através dela que a gente descobriu. Com o apoio dos profissionais daqui, acredito que o tratamento será mais fácil e com a cura, confiando em Deus. Primeiramente Deus, segundo os médicos e a cura dele. É o que a gente anda correndo atrás”, relatou Adriana.

Também vinda do Sertão, Solange Pereira Barros chegou à capital com o filho José Luan, de dois anos. O menino seguirá o tratamento contra a leucemia na Oncopediatria da Santa Casa Farol. Segundo ela, a mudança de hospital gerou apreensão inicial, mas o sentimento agora é de tranquilidade.

 

Solange Pereira Barros levou o filho José Luan, de dois anos, para seguir o tratamento na oncologia pediátrica da Santa Casa de Maceió

“No primeiro momento, a gente ficou um pouco preocupado, porque não sabia se realmente teríamos a vaga. Mas depois que a gente conseguiu a vaga, acertaram a gente aqui, aí já deu aquele alívio. E vamos continuar o tratamento, graças a Deus. A minha expectativa é das melhores. A médica me deixou bem aliviada e ele vai continuar o tratamento dele aqui. Em busca da cura”, pontuou a moradora do município de Piranhas.
A leucemia de José Luan foi diagnosticada em junho, após exames indicarem alterações importantes no sangue. “Fizemos um exame de sangue e deu uma hemoglobina muito baixa. Então fomos para Delmiro Gouveia e depois nos encaminharam para outro hospital com a possibilidade de ser uma anemia muito forte. Mas depois do exame na medula, foi confirmada a leucemia. Agora ele está em remissão”, contou a mãe.
Para o provedor da Santa Casa de Maceió, Humberto Gomes de Melo, a atuação da instituição reforça o compromisso histórico com a saúde pública em Alagoas. “É missão da Santa Casa de Maceió estar aberta, dentro de suas possibilidades de recursos e com o apoio dos gestores da saúde do Estado e do município de Maceió, e abraçar todos os alagoanos que precisem de assistência com qualidade”, afirmou.