A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) registrou, em 2025, um aumento de 33,3% no número de autorizações para doação de órgãos no estado. Dados da Central de Transplantes apontam que, até o dia 28 de dezembro, foram 52 autorizações concedidas por famílias, contra 39 no mesmo período de 2024. O resultado supera a meta estadual de crescimento, que era de 20%.
O avanço refletiu diretamente no número de transplantes realizados em Alagoas ao longo do ano, especialmente nos procedimentos de maior complexidade. Segundo o levantamento, os transplantes renais tiveram crescimento de 107%, enquanto os hepáticos aumentaram 42,9%. Já os transplantes cardíacos registraram alta de 250% em comparação com o ano anterior.
De acordo com a Sesau, uma única autorização familiar pode beneficiar vários pacientes que aguardam na fila por órgãos como rim, fígado e coração, muitos deles em situação considerada crítica. A autorização para a doação, no entanto, só pode ser concedida pela família, conforme determina a legislação brasileira.
A coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos, destacou que o aumento nas autorizações está diretamente ligado à decisão das famílias em um momento delicado. Segundo ela, cada autorização representa a possibilidade de salvar ou melhorar a vida de outras pessoas que dependem de um transplante para sobreviver.
O impacto desse crescimento é sentido na rotina de pacientes que aguardavam por um órgão. Um deles é Ricardo Cavalcante Teixeira, de 50 anos, pai de seis filhos e vendedor de frutas em Maceió. Ele foi o primeiro paciente a receber um transplante de fígado no Hospital do Coração Alagoano, em 10 de janeiro de 2025. Diagnosticado com cirrose hepática, Ricardo enfrentava limitações severas no dia a dia antes do procedimento.
Histórias como a dele ajudam a dimensionar os números registrados ao longo do ano. Com o aumento nas autorizações e nos procedimentos realizados, Alagoas ampliou a capacidade de atendimento da rede de transplantes e reduziu o tempo de espera de pacientes que dependem de doação de órgãos para continuar vivendo.
*Com Agência Alagoas










