A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (12), a operação Transparência, que investiga suspeitas de desvios envolvendo emendas parlamentares. O foco da apuração é Mariângela Fialek, assessora do Partido Progressistas (PP). Entre os crimes investigados estão peculato, falsidade ideológica, uso de documentos falsos e corrupção.
Conhecida como Tuca, Fialek atualmente ocupa cargo no gabinete da liderança do PP na Câmara Federal, com salário de R$ 23.732,92. Parlamentares a lembram como responsável pela gestão e liberação de emendas durante o período em que Lira presidiu a Casa.
Mandados de busca estão sendo cumpridos na residência da ex-assessora e em uma sala na Câmara dos Deputados. Até o momento, Fialek não comentou a operação.
Com formação em Direito e quase duas décadas de experiência em assessoria legislativa, Tuca se destacou na época do chamado Orçamento Secreto, mecanismo que permitia a indicação de emendas sem a identificação do parlamentar, proibido pelo STF em 2022.
Além de coordenar a distribuição das emendas, Fialek também acumulou cargos no Conselho Fiscal da Codevasf, estatal conhecida por concentrar recursos do Centrão, e da Caixa Econômica Federal.
A operação da PF, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, busca esclarecer irregularidades na destinação de recursos públicos via emendas parlamentares, com o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão.
Foto de capa: Arquivo/PF
