A Polícia Federal cumpriu mandados em Alagoas e no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (12), para desmontar um esquema que teria manipulado acessos ao gov.br e facilitado desbloqueios irregulares de benefícios previdenciários. A Operação Reset mira suspeitos de lucrar com a invasão e alteração de dados ligados à Previdência Social.
As apurações apontam que, desde 2023, um dos investigados anunciava nas redes sociais a “reconfiguração” de contas e a liberação de benefícios para viabilizar empréstimos consignados.
As suspeitas se ampliaram quando os agentes identificaram o possível envolvimento de uma ex-estagiária do INSS, que tinha acesso interno ao sistema e poderia ter operado reinicializações de senha em larga escala — possivelmente com apoio de ferramentas automatizadas.
A Justiça Federal da 2ª Vara em Alagoas autorizou buscas em endereços ligados aos investigados, além da quebra de sigilos bancário e fiscal. As diligências foram realizadas em Marechal Deodoro e no Rio de Janeiro.
A PF ainda calcula o prejuízo provocado ao sistema previdenciário, mas trabalha com a hipótese de dano significativo. Os investigados podem responder por estelionato previdenciário, inserção de dados falsos, corrupção e violação de sigilo funcional.
