Alagoas registrou, entre janeiro e outubro deste ano, 7.103 casos prováveis de dengue, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). No mesmo período, foram contabilizados 37 casos de zika e 3.232 de chikungunya, além de uma morte confirmada por dengue.
Diante do aumento de notificações, a Sesau emitiu um novo alerta à população para reforçar as medidas de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor das três doenças.
O supervisor de endemias da Sesau, Paulo Protásio, destacou que eliminar locais com água parada é a principal forma de evitar a proliferação do vetor. “Evitar o acúmulo de garrafas vazias, pneus, vasos de plantas e baldes é uma atitude simples que garante mais segurança e bem-estar para todos”, afirmou.
Segundo Protásio, o período atual — marcado por alternância entre sol e chuva — favorece o aumento dos criadouros. “Na primavera, temos dias que chove e faz sol, criando um ambiente ideal para o mosquito. Por isso, é fundamental redobrar a atenção”, alertou.
O secretário de Estado da Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, reforçou que o combate ao Aedes aegypti depende da colaboração de toda a sociedade. “Mais de 70% dos criadouros estão dentro das residências, conforme estudo da Fiocruz. Por isso, é essencial que cada morador faça sua parte”, destacou.
O órgão estadual segue com ações de monitoramento, capacitação e apoio técnico aos municípios, buscando conter o avanço das arboviroses em Alagoas.
*com informações da Sesau/AL
