Um homem atirou contra uma escola católica nos Estados Unidos, matou duas crianças — uma de 8 e outra de 10 anos — e deixou outras 17 pessoas feridas nesta quarta-feira (27).
Apenas a título de informação, sem associar o caso à orientação sexual, o atirador era uma mulher trans. Ou seja, uma pessoa que nasceu homem, mas se identificava como mulher. Foi registrada como Robert Westman, mas atualmente se chamava Robin Westman.
Nas redes sociais, o atirador esbanjava ódio a Donald Trump, aos judeus e aos católicos. Estava tudo lá, à vista de todos: um assassino em potencial. Um assassino provável desses grupos que ele odiava — a direita e os religiosos. Não qualquer religioso: tinha que ser judeus ou católicos.
Ele, de fato, colocou seu ódio em prática e escolheu uma escola católica. Os alvos foram crianças, enquanto assistiam à missa de retorno às aulas. Que ódio satânico! Repito: crianças, enquanto assistiam à missa.
Mais um caso de atentado em escolas. Mais um, infelizmente — e provavelmente não será o último. Não será o último porque os maus sabem que, para fazer vítimas e saciar seu desejo de crueldade, basta entrar em uma escola.
Infelizmente, isso continuará acontecendo porque a sociedade ainda não entendeu que a escola, do jeito que é hoje, não é um lugar seguro. Qualquer pessoa com desejo de matar provavelmente conseguirá entrar em uma escola, simplesmente pelo fato de não haver agentes de segurança armados. A lógica é simples: se não há segurança armada, qualquer pessoa que queira fazer o mal conseguirá.
Se os bancos, que guardam nosso dinheiro, têm seguranças bem armados e detectores de metal, por que a mesma segurança não é transferida para as escolas, que guardam nosso maior tesouro: nossos filhos?
Se o Estado brasileiro não é capaz de proteger meu filho caso uma pessoa má tente entrar na escola e sair atirando, o Estado não deve me obrigar a matricular meu filho. Sendo assim, o Estado brasileiro deveria permitir imediatamente a educação domiciliar.
Primeiro, porque as escolas não são seguras; segundo, porque as escolas não atingem plenamente seu objetivo de ensinar — os resultados das avaliações deixam isso cada vez mais claro.
O caso atual ocorreu nos Estados Unidos, mas serve de lição para o Brasil. É preciso reformar o sistema educacional, especialmente no que diz respeito à segurança das escolas. Se o Estado obriga que cada criança esteja matriculada, ele também deve garantir segurança de verdade.
Foto de capa: atirador que matou duas crianças em Minneapolis, EUA.