A Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do São Francisco identificou, nesta semana, um grave problema de saneamento básico na comunidade da Ilha do Ferro, em Pão de Açúcar, Sertão de Alagoas. Sem rede coletora e sem Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), os dejetos das residências são despejados diretamente no solo e acabam atingindo o Rio São Francisco, o que coloca em risco a saúde pública e ameaça o ecossistema do rio.

Segundo a coordenadora de Abastecimento de Água Urbano e Esgotamento Sanitário da FPI, Elisabeth Rocha, a prática expõe os moradores a doenças de veiculação hídrica e compromete toda a bacia hidrográfica. “Quando se polui o rio, não se afeta apenas a comunidade da Ilha do Ferro, mas toda a bacia do São Francisco. Esse tipo de dano ambiental é cumulativo e pode gerar consequências irreversíveis se não houver intervenção rápida”, alertou.

Apesar do avanço no abastecimento de água — que chega às casas já tratada e própria para consumo —, o despejo irregular de esgoto segue como um risco diário para crianças, idosos e demais moradores. A situação também descumpre o Marco Legal do Saneamento, que determina a universalização da coleta e tratamento de esgoto até 2030.

A FPI reforçou que investir em saneamento básico é uma medida essencial de saúde pública e cobrou providências imediatas. Enquanto a solução não chega, a comunidade da Ilha do Ferro continua convivendo com esgoto a céu aberto, pedindo prioridade ao poder público para garantir qualidade de vida e preservação ambiental.

 

 

Fotos: Luciano Barbosa

*Com informações da Ascom FPI do São Francisco