A Polícia Civil de Alagoas deu início nesta terça-feira (11) à segunda fase da Operação Celular Seguro, que visa a recuperação de aparelhos de celular roubados ou furtados no estado. Mais de 100 pessoas foram intimadas após não devolverem os dispositivos, apesar de terem sido notificadas anteriormente. A ação faz parte do esforço para combater o uso de celulares de origem ilícita.
A operação mobilizou forças de segurança em uma ação integrada entre policiais civis e militares. As equipes realizaram abordagens nos endereços dos alvos e entregaram as intimações, convocando os notificados a comparecerem à Secretaria de Segurança Pública na próxima semana para prestar esclarecimentos sobre a posse dos aparelhos.
O programa Celular Seguro foi lançado no mês passado pela Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL) e tem como objetivo rastrear e recuperar celulares furtados, roubados ou perdidos. Desde o início da operação, aproximadamente 500 notificações foram enviadas, resultando na devolução de mais de 100 aparelhos. No entanto, um número significativo de pessoas não atendeu ao chamado, o que motivou a intensificação das abordagens.
A polícia alertou que o uso de celulares de procedência duvidosa pode configurar crime de receptação, com penas que podem chegar a oito anos de reclusão. A terceira fase da operação, que ainda está em planejamento, se concentrará na identificação e punição de comerciantes que revendem esses aparelhos. Busca e apreensões, além de prisões preventivas, estão previstas para os envolvidos.
A SSP também orienta a população sobre como registrar ocorrências de perda ou roubo de celulares. Para casos de furto ou perda, é possível registrar a ocorrência online, por meio do site delegaciavirtual.sinespe.gov.br. Já no caso de roubo, quando há ameaça ou violência, é necessário comparecer pessoalmente a uma delegacia para formalizar a denúncia.
Além disso, é importante ter em mãos o número do IMEI do celular (*#06# no teclado) e a nota fiscal de compra para facilitar a recuperação do dispositivo. A operação segue em andamento e visa reduzir o mercado de receptação de aparelhos roubados no estado.
