O Ministério Público de Alagoas (MPAL), por meio da Promotoria de Justiça, pediu a prisão preventiva de Felipe Silva Cirino por assassinar suas esposa Joice dos Santos Silva e também por tentar matar o filho, de 15 anos, oferecendo coxinhas envenenadas.
Após investigação, o parecer técnico da Polícia Científica aponta que as 20 coxinhas ofertadas estavam contaminadas pelas substâncias sulfotep e terbufós. O caso aconteceu na cidade de Porto Real do Colégio, interior de Alagoas, no dia 8 de outubro deste ano.
A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Paulo Roberto de Melo Alves Filho, requer que sejam feitas diligências para a comprovação da existência ou inexistência de outros processos com trânsito em julgado contra o denunciado, bem como a realização de exame de corpo de delito no menor, filho do casal, para apurar se ainda há vestígios do envenenamento em sua corrente sanguínea. O Ministério Público enfatiza que há indícios suficientes para que Felipe Silva Cirino seja julgado e condenado pelas qualificadoras de contra o réu por homicídio qualificado pelo feminicídio, motivo torpe, além de emprego de veneno e dissimulação. Para o Ministério Público não restam dúvidas quanto à prova da materialidade e há indícios suficientes da autoria.
Além de cometer os crimes, Felipe Cirino teria modificado a cena do crime apagando vestígios que pudessem colocá-lo sob suspeita, provando mais uma vez sua frieza, revelando, assim, conforme a denúncia, a necessidade de ter a liberdade privada pela conveniência da instrução criminal.
Há relatos de que essa não seria a primeira tentativa de envenenamento de Felipe Cirino contra a companheira, além de a mesma viver um relacionamento abusivo com agressões físicas e psicológicas.
Caso
No dia 8 de outubro de 2024, por volta das 20h, Felipe Cirino se dirigiu à casa onde residia com Joice Santos e o filho menor portando um pacote com 20 coxinhas, as quais foram oferecidas a ambos. Inocentemente, mãe e filho comeram as coxinhas, tendo Joice passado mal logo em seguida e sendo encontrada caída, com a boca espumando, pelo filho e o denunciado.
Sem o menor remorso e friamente, o réu levou Joice para a UPA da cidade, mas a mesma não resistiu à intoxicação e morreu cinco horas após.
*Com informações da Ascom MPAL.
