O médico legista responsável por realizar a necropsia no corpo de Dionísio Souza da Silva, de 54 anos, que faleceu na madrugada de terça-feira (10), relevou a causa da morte à Polícia Civil de Alagoas. As informações foram repassadas pela delegada Rosimeire Vieira, responsável pela investigação, nesta quinta-feira (12).

O legista disse que a causa da morte ocorreu por conta de complicação clínica, relacionada a um quadro avançado de cirrose hepática. O médico também descartou a possibilidade de violência sexual. 

“O médico legista informou que os hematomas podem estar relacionados ao quadro clínico do paciente. No entanto, vamos solicitar o prontuário médico da vítima na unidade de saúde onde ele foi internado, além de ouvir todos os envolvidos na clínica para esclarecer todas as dúvidas”, explicou a delegada.

Ainda de acordo com Vieira, agentes já estiveram nas dependências da clínica e ouviram os responsáveis. “Os responsáveis foram ouvidos, mas as investigações estão em andamento. É importante ressaltar que este é apenas o primeiro passo”.

As investigações prosseguem para apurar todas as circunstâncias da morte e esclarecer se houve alguma negligência por parte da clínica.

O caso 

A família de Dionísio relatou que ele teria sido espancado e abusado sexualmente em uma clínica de reabilitação em Maceió, na madrugada de terça-feira (10). 

As agressões teriam ocorrido no último sábado (7) quando ele foi imediatamente levado de ambulância à UPA do Tabuleiro do Martins, na parte alta da capital, local o qual permaneceu internado.

A família fez a denúncia à TV Pajuçara, alegando que a clínica não forneceu explicações sobre o ocorrido. De acordo com o relatório médico, a vítima era dependente de álcool e tinha histórico de internações frequentes em unidades de urgência devido a uma 'hepatopatia crônica' (cirrose).

Durante a avaliação médica, foram detectadas evidências de agressão física, maus-tratos e abuso sexual. Dionísio apresentava ferimentos extensos no quadril e nas pernas, além de lesões em outras partes do corpo. 

Também foi observada dilatação do ânus com “secreção sanguinolenta”. O paciente sofreu uma parada cardíaca e faleceu às 1h51.