A delegada Luci Mônica concluiu a investigação policial e formalizou o indiciamento de Helenedja Rodrigues de Oliveira, que se fazia passar por médica especializada em nutrologia com ênfase em oncologia metabólica, atuando por nove anos em um consultório na área nobre de Jatiúca, em Maceió.
Em contato com o CadaMinuto, a delegada, responsável pelo caso, afirmou que Helenedja será acusada pelos crimes de exercício ilegal da medicina e estelionato continuado, podendo enfrentar pena de até 10 anos de prisão. O caso agora segue para o sistema judiciário.
“O delito e o inquérito foi remetido ao Ministério Público e o poder judiciário para ser dada continuidade a investigação policial, posterior denúncia e condenação”, acrescenta Luci Mônica.
A acusada admitiu os crimes, enquanto outras pessoas associadas a ela foram interrogadas durante a investigação. Ela também teria enganado sua própria família sobre sua situação profissional. O valor cobrado por uma consulta particular era de R$ 450, com o oferecimento de desconto para quem tivesse plano de saúde.
Em depoimento à Polícia Civil, a falsa médica chegou a relatar que se mudou para o Rio Grande do Sul e contou aos familiares que estudaria medicina, que seria esse o seu sonho. No entanto, ficou seis anos no Estado lendo e viajando.
Ainda segundo a polícia, após o período no RS, a mulher retornou para Maceió e disse a família que estava formada. Os familiares a ajudaram a abrir um consultório médico para que ela pudesse exercer a profissão.
Sobre o falso registro profissional, Helenedja disse que fez uma pesquisa na internet por um número aleatório escolhido e como percebeu que não havia profissionais cadastrados no Rio Grande do Sul, passou a utilizá-lo como seu. Posteriormente, ela usou o mesmo registro como sendo vinculado ao conselho de Alagoas.
