Os docentes da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) decidiram, na manhã desta quarta-feira (22), rejeitar a proposta do Governo Federal, apresentada à categoria no último dia 15 de maio.

A reposta da categoria é resultado da posição dos professores de três assembleias setoriais realizadas pela Associação dos Docentes da Ufal (Adufal) em três campi da universidade: Sertão, Arapiraca e A. C. Simões.

Na assembleia do Campi A. C. Simões, o  professor do Centro de Educação (Cedu), Jailton Lira, informou que a proposta do Governo foi rejeitada pelos docentes dos Campi Sertão e Arapiraca e pontuou ainda outras decisões resultantes das reuniões do interior.

“Também aprovamos nas assembleias anteriores a condição de que se houver aqui, em Maceió, a criação de pauta nova, que não estava prevista anteriormente, que o Campus Arapiraca e o Campus Sertão voltem a ser convocados por meio de assembleia para debater a pauta que não foi tratada lá”, informou Jailton Lira.

Da esquerda para a direita, presidente da Adufal, Jailton Lira, e o primeiro-secretário, Carlos Müller. Foto: Vanessa Ataíde/Ascom Adufal

Na sequência, o primeiro-secretário da Adufal, Carlos Müller, deu início ao segundo ponto de pauta com uma apresentação sobre o processo de negociação e a última proposta de reajuste salarial feita pelo Governo.

“Para essa apresentação, fizemos um trabalho complementar de calcular proporcionalmente como a proposta fica nas cargas horárias, de acordo com os níveis que existem na carreira hoje. E isso é para que a gente tenha a noção exata do significado dessa proposta feita pelo governo federal”, explicou o diretor da entidade.

Após o momento de fala, onde os professores puderam expor suas opiniões sobre o ponto de pauta, a Diretoria da Adufal colocou a proposta do Governo Federal em votação, sendo rejeitada pela maioria dos docentes.

Momento em que os/as docentes presentes rejeitaram a proposta do governo federal. Foto: Vanessa Ataíde/Ascom Adufal

Proposta dos docentes da UFAL

Ainda durante a assembleia, foi criada uma nova proposta coletiva, para ser apresentada ao Comando Nacional de Greve (CNG), e que consiste nas seguintes proposições:

- Reajuste salarial em 2024 com uma margem de 6% a 3,5%;

 - Discussão de reajuste linear sem modificação da carreira docente;- Manutenção da pauta de recomposição do orçamento das universidades conforme solicitado pela Andifes;

- Respeitar os pisos constitucionais das carreiras profissionais;

- Garantia da isonomia salarial para professores conforme os níveis de titulação.

A proposta foi colocada em votação e aprovada por unanimidade pelos docentes presentes.

 

Encaminhamentos

Além da rejeição à atual proposta do Governo Federal e da construção de uma nova, os professores também fizeram os seguintes encaminhamentos:

- Aprovação de um abaixo-assinado “Só o Andes-SN e o Sinasefe têm carta sindical e nos representa” a ser encaminhado ao CNG.

- Os pontos de pauta que não conseguiram ser contemplados durante a assembleia serão apreciados e deliberados pelo Comando Local de Greve (CLG), a exemplo da construção da agenda de mobilização da próxima semana;

- Aprovação de uma nova rodada de assembleias para a primeira semana de junho.

 

*Com Ascom Adufal