As seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), mantidas e administradas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), estão disponibilizando o Teste Rápido para Diagnóstico da Covid-19.

Essas unidades estão distribuídas, sendo cinco na capital alagoana e uma no Agreste. Funcionam ininterruptamente, de domingo a domingo, 24 horas por dia, seguindo uma abordagem de atendimento baseada na classificação de risco. Em Arapiraca, a UPA da Sesau está localizada na rua Minervina Francisca da Conceição, no bairro Itapuã. Na cidade de Maceió, as UPAs estão estrategicamente situadas nos bairros Tabuleiro do Martins, Jacintinho, Chã da Jaqueira, Jaraguá e Cidade Universitária.

A realização do exame diagnóstico requer que o paciente esteja na fase aguda da doença, compreendendo o período do primeiro ao sétimo dia para pessoas com sintomas. No caso de pacientes assintomáticos, o teste deve ser realizado a partir do quinto dia após o contato com pessoas que já testaram positivo.

Contudo, é importante observar que a execução do teste está condicionada à prescrição médica. O médico avaliará o quadro clínico do paciente e determinará se os sintomas apresentados se alinham aos característicos da Covid-19. Esse procedimento segue as diretrizes do Ministério da Saúde (MS) e é aplicado por todas as unidades vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O infectologista da Sesau, Renee Oliveira, enfatizou: "Indivíduos que manifestam sintomas da doença e que tiveram contato com aqueles já diagnosticados devem realizar o Teste Rápido de Diagnóstico da Covid-19. Isso proporcionará dados epidemiológicos para analisar a situação da doença no Estado, permitindo que o paciente intensifique as medidas relacionadas ao tratamento e cuidado, evitando a disseminação a outras pessoas."

Quanto à coleta e resultado do teste, a amostra é colhida por meio de swab nasal ou nasofaringe na própria UPA, mediante prescrição médica. Em até 20 minutos após a coleta, o profissional de saúde apresentará o resultado. Se positivo, o paciente receberá orientações médicas para o tratamento da doença e medidas para evitar a disseminação do vírus.

Renee Oliveira acrescentou: "Além das orientações e prescrição de medicamentos, o profissional de saúde registrará o caso no sistema e-SUS do Ministério da Saúde. O paciente será orientado a se isolar, manter a higiene das mãos e dos ambientes, e usar máscara para interromper a cadeia de transmissão. Se houver piora dos sintomas, é recomendado procurar o médico para uma nova avaliação."

Em relação aos sintomas, o infectologista destacou que, além dos sintomas comuns, como febre, tosse, dor de garganta, coriza, dor de cabeça, perda de olfato e paladar, são considerados graves a falta de ar, baixos níveis de saturação de oxigênio (abaixo de 95%), cianose, letargia, confusão mental e sinais de desidratação.

*com Assessoria