O embate político “tomou conta” do encontro do presidente Lula com o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o governador de Alagoas Paulo Dantas, o senador Renan Calheiros, o presidente da Câmara Arthur Lira, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha; o senador Rodrigo Cunha e o Senador Fernando Farias. A pauta “era” tratar do afundamento do solo em bairros de Maceió, o rompimento da mina 18 e a atuação da Braskem em Alagoas.

Informações de bastidores repassadas ao CadaMinuto revelam que o clima ficou tenso entre JHC e Renan Calheiros, que discutiram fortemente. As pessoas presentes à reunião se sentiram incomodadas e o presidente Lula teve que “intervir” para tentar acalmar os ânimos devido às “palavras duras” proferidas pelo prefeito de Maceió e pelo senador alagoano.

Apesar da intervenção do presidente ter “baixado a temperatura da reunião”, que durou mais de três horas, nenhuma decisão efetiva foi apontada, o que deixou Lula nada satisfeito. Outros encontros ainda devem ser agendados.

Paulo Dantas, Arthur Lira e o ministro dos Transportes Renan Filho concordaram arrefecer os ânimos e chegaram a falar até em “trégua humanitária”.

Em seu perfil na rede social X, JHC disse que “ouviu de um morador do Biu: quando os políticos brigam, quem se lasca é o povo. É hora de união por Maceió. Na reunião com o presidente Lula, defendi um pacto do município com governos federal e estadual. Temos que cobrar a Braskem, cuidar das pessoas e investir em habitação”.

O senador Renan, ficou visivelmente insatisfeito com o que chamou de “intervenção baiana”, ao se referir ao ministro da Casa Civil Rui Costa e ao líder do governo no Senado, Jacques Wagner.

Wagner é contrário à instalação da CPI da Braskem, possivelmente com receio que o presidente da Petrobras, que é sócia da mineradora e aliada do Governo, seja de alguma forma envolvido.