Se não fosse a sua inesperada despedida, três meses antes do prazo final, o deputado Jairzinho Lira não seria notado pela população alagoana como integrante da Casa de Tavares Bastos.
Entrou e saiu sem ser visto pelo grande público.
Foi um dos tantos parlamentares que a gente só sabe que estão no exercício do mandato quando olhamos a publicações oficiais – da Assembleia.
Ele, como outros, são donos de redutos eleitorais – em seu caso, Lagoa da Canoa -, normalmente cidades muito pobres, do estado brasileiro com mais famintos proporcionalmente (36,7% da população).
Não foi candidato à reeleição este ano, mas se todo o dinheiro público gasto com ele ao longo do mandato fosse investido no combate à fome no seu município, não resolveria o problema, mas haveria de deixar mais comida na mesa da população local.
Esse não é um mal de Lira, que fique claro, e sempre haverá uma oportunidade na democracia para a população mudar o que não serve.
As ditaduras, ao contrário, não permitem ao homem e à mulher comuns nenhuma chance de reconstruir o seu destino.
