A Justiça alagoana converteu, de temporária para preventiva, a prisão de dois dos irmãos acusados de envolvimento no assassinato do auditor fiscal, da Secretaria da Fazenda de Alagoas (Sefaz/AL), João Assis Pinto Neto. A decisão foi expedida nesta sexta-feira (30) pelo juiz Geraldo Amorim.
Segundo os autos, Ricardo Gomes de Araújo e Vinicius Ricardo de Araújo da Silva, juntamente com outro irmão, a mãe e um funcionário do estabelecimento da família, foram presos e indiciados por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Na última quarta-feira (28), a mãe dos suspeitos, Maria Selma, teve liberdade concedida pela Justiça.
Em sua decisão, o juiz Geraldo Amorim, alegou que o intuito da decisão, "é resguardar a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal, diante dos indicativos de autoria delituosa que pairam sobre os agentes, somados à gravidade do suposto delito em face do modus operandi empregado, bem como diante dos indicativos de periculosidade".
A prisão preventiva é pedida, geralmente, para proteger o inquérito ou processo, a ordem pública ou econômica ou a aplicação da lei.
O caso
O auditor fiscal João de Assis Pinto Neto, 62 anos, foi morto dentro do mercadinho que fiscalizava no bairro do Tabuleiro do Martins, parte alta de Maceió. Segundo as investigações ele foi assassinado pelos proprietários do local, após uma discussão.
O corpo do funcionário público foi encontrado carbonizado em um canavial, no Benedito Bentes. O Instituto de Medicina Legal (IML) apontou que ele foi morto por traumatismo craniano.
Cinco pessoas, quatro da mesma família, foram presas pelo assassinato de João de Assis. Uma mulher, os três filhos dela e um funcionário do mercadinho, onde o crime ocorreu.
Os envolvidos no assassinato estão presos e foram identificados como: João Marcos Gomes Araújo, Ronaldo Gomes de Araújo, Ricardo Gomes de Araújo, Maria Selma Gomes Meira. o funcionário do mercadinho da família não teve o nome divulgado.
