JHC (PSB) poderá enfrentar sérias consequências por ter se envolvido de corpo, alma e família - mãe, pai e irmão - nessas eleições. Se o seu vice-prefeito Ronaldo Lessa  (PDT) for eleito vice-governador de Paulo Dantas  (MDB), a conta tende a ser bem alta.

Dos 25 vereadores, hoje ele conta apenas com Siderlane Mendonça (PSB) 'pra chamar de seu'. Os demais estão insatisfeitíssimos. E sem Lessa, o próximo presidente da Câmara será o vice.  

E já há vereadores estudando essa possibilidade. Uma CPI, um mal feito qualquer, o envolvimento de algum parente na gestão municipal, aí se forma a tempestade perfeita, isso do ponto de vista político.

Também porque a partir de 2023 os vereadores estarão bem independentes, como nunca estiveram antes. Cerca de R$ 100 milhões será o valor do orçamento, em torno R$ 30 milhões a mais graças ao crescimento da arrecadação.

E tem ainda tem outras situações que estãos sendo avaliadas:  

1 - Caso eleito vice-governador, Ronaldo Lessa pode ganhar musculatura e querer disputar a prefeitura de Maceió. Lessa não foi tratado como deveria ser um ex-prefeito e ex-governador. Não era ouvido  nem consultado e todo político é naturalmente vaidoso.

2 - Rui Palmeira poderá indicar um nome, se eleito governador, ou ser ele mesmo um fortíssimo concorrente em 2024.

3 - O vereador Leonardo Dias (PL), vice de Collor (PTB), independente do resultado da disputa deste ano, tem ambição de ocupar o lugar de JHC.

EM TEMPO - ''vice-prefeito, vice-governador e vice-presidente não precisam renunciar ao cargo nem se desincompatibilizar. Ao ser eleito, diplomado  e tomar posse ele se desvincula automaticamente'', explica o advogado Gustavo Callado.  

Isso significa que, se eleito, até 31 de dezembro Ronaldo Lessa pode permanecer no cargo de vice-prefeito.