Corria o ano de 2018. O senador Fernando Collor disputava o governo de Alagoas. Por falta de estrutura de campanha, estava prestes a desistir.
Já havia, inclusive, determinado que a produtora suspendesse sua atividades,assim me contaram. Mas, na sede da produtora, ele aguardava a chegada de Arthur Lira para uma conversa decisiva.
A Collor não foram dadas condições ideais de estrutura de campanha porque, principalmente, não pontuava bem nas pesquisas contra Renan Filho.
Conversaram. Collor não mudou de ideia. Ficou 'a beira do caminho'. Arthur se foi.
O candidato ao senado da chapa era Benedito de Lira, pai de Arthur, que acabou perdendo sua vaga para o estreante Rodrigo Cunha. Renan Calheiros foi reeleito.
2022.
Há gente do meio político, caro leitor, que vê semelhanças muitas entre 2018 e 2022.
A candidatura de Rodrigo Cunha, apoiado ao governo por Arthur Lira, está se desidratando, como mostram pesquisas recentes.
Ora, se naquele ano Arthur deixou Collor, o que acabou prejudicando o seu pai pois ficou sem um candidato a governador e sem o apoio desse candidato, se Rodrigo Cunha não se recuperar...
Ele poderia ser deixado a 'beira do caminho'?
Ou não, caro leitor?
Bom, política é, também, pragmatismo, dá ou não o resultado combinado, simples assim.
O tema tratado neste espaço está em franca discussão nos gabinetes políticos.
