O feminicídio não mata só mulheres, mata as famílias. Mais de 2 mil brasileiros e brasileiras ficaram órfãos das vítimas de feminicídios, no ano de 2021.
Diante dos crescentes casos de violência doméstica e das dolorosas estáticas, a vereadora Gaby Ronalsa comemora a promulgação do Projeto de Lei, que institui o Programa de Cooperação e o Código “Sinal Vermelho” em Maceió, visando o combate e a prevenção à violência contra a mulher.
De acordo com a parlamentar, a violência contra a mulher vem crescendo constantemente no Brasil, e em Maceió não seria diferente. “ A crise sanitária e a dependência financeira do companheiro alarmam os índices. Com o isolamento social inúmeras mulheres estão em contato mais intenso com os seus agressores, e ao serem vítimas encontram maiores obstáculos para enfrentarem e fugirem de situações agressivas, por isso a importância da efetiva execução desse Programa em Maceió” comentou a vereadora.
A parlamentar alerta que as vítimas precisam se sentir seguras para denunciar. Os tipos de violência também é uma preocupação, pois vai além da questão física. A violência física são as agressões físicas ou que atentem a saúde corporal da mulher. A psicológica refere-se às condutas que ferem a autoestima, manipulações, humilhações, ameaças e constrangimentos.
Outra forma de violência enfrentada é a sexual quando a mulher é obrigada/forçada a ter relações sexuais, incluindo agressões, além de exposição sem consentimento ou como meio de coação. Há também a violência patrimonial, que ocorre com a retenção, controle ou subtração de bens patrimoniais, objetos, recursos financeiros, documentos, instrumentos de trabalho e outros, além da violência moral em que há calúnia, difamação ou injúria em desfavor da mulher.
Vale lembrar que este Programa já está em execução em outras cidades, existe sua previsão em âmbito estadual em Alagoas e agora é Lei em Maceió!
Dados
Apenas no período de 11 de maio a 30 de setembro de 2021, a Casa da Mulher Alagoana prestou 828 atendimentos. Foram 241 acolhimentos; 81 acompanhamentos pessoais após acolhimento (remoto) e 21 visitas. Nesse período, foram registrados 56 boletins de ocorrência (B.O), expedidas 55 medidas protetivas e foram abrigadas na casa 200 mulheres, além de feitos 270 encaminhamentos para outros órgãos de assistência, sendo 169 internos (Delegacia, Defensoria Pública, Juizados Especializados e Brinquedoteca) e 101 externos (Casa-Abrigo Vida Vida, Cras, Creas, Capsi, Caps A, Patrulha Maria da Penha, IML, Juizados, Conselho Tutelar, Delegacias, Cesmac, Caixa Econômica Federal, Unidade Básica de Saúde, Centro de Atendimento Socioassistencial, Casa de Direitos e Promotoria da Infância).
Gaby Ronalsa alerta que a rede de apoio é fundamental para uma mulher conseguir se livrar do ciclo da violência. Portanto no mínimo sinal de violência: Ligue para os seguintes números: 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar).
