Se dois bicudos não se beijam, quem tem o bico maior: Renan Calheiros ou Arthur Lira?
Veremos, em breve. Mas é difícil projetar o vitorioso, com os dois postulantes tão semelhantes - novos siameses?-, compartilhando o mesmo “coração ” (que coração, Ricardo?).
Fato é que o presidente da Câmara Federal agiu como Calheiros agiria no caso envolvendo Pedro Vilela, deputado federal do PSDB, que pode cair nos braços do grupo palaciano.
A ameaça de tirar o PP e o União Brasil do apoio ao governador tucano em São Paulo, Rodrigo Garcia, mostra que Lira sabe jogar o jogo ao modo do seu maior adversário em Alagoas: com os dois pés nos peitos.
Se Calheiros conseguir o que pretende – levar Vilela para o apoio a Dantas/Filho -, o PSDB de São Paulo vai sentir a dor do abandono.
Um aviso: não tente fazer isso em casa – a moral pública é diferente da moral privada, já avisou Maquiavel.
A política é autonormativa, e quem não é do ramo corre o perigo de ser vítima de uma bala perdida.