Uma matéria da Folha de São Paulo, publicada nesta quinta-feira (05), mostrou que o comanda da Polícia Federal em Alagoas somente não foi mudado devido a uma "ingerência política" do governo do presidente Jair Bolsonaro.  

Conforme a publicação, a troca de comando em Alagoas era uma das mudanças em chefias de superintendências previstas após diretor-geral, Márcio Nunes assumir o comando da PF, em 25 de fevereiro.

A gestão do atual diretor-geral da corporação, Márcio Nunes, chegou a abrir formalmente o processo interno de substituição do atual superintendente de Alagoas pelo delegado Marcelo Werner, pelo delegado Sandro Valle Pereira.  

Segundo pessoas que acompanharam o caso, porém, o ministro Anderson Torres (Justiça) foi o responsável por informar que a mudança havia sido vetada.

Em nota, a assessoria da PF não respondeu aos questionamentos sobre as razões de a substituição ter sido suspensa nem de quem partiu a ordem política. Disse apenas que a alteração da direção-geral do órgão leva a mudanças naturais, com análise de nomes e cenários.

"Especificamente com relação ao Dr. Werner, informamos tratar-se de um excelente profissional, que tem demonstrado qualificação e qualidades que o habilitam a exercer atividades de direção, motivo inclusive que o levou a ser convidado a compor a gestão da SR/BA, local de sua lotação", diz a nota.

O texto da PF ainda acrescenta que "os processos de indicação ou convite para as funções de superintendentes regionais são atribuições do diretor-geral".

Questionado, o Ministério da Justiça não se manifestou.