Mesmo ainda não tendo uma comprovação certa entre os três casos de microcefalia registrados em Alagoas em 2022 e a infecção pelo vírus de Zika, o surto da doença vem ascendendo um alerta entre especialistas e também gestantes. Alagoas enfrentou o surto da doença em 2015 com o crescimento do vírus e a preocupação é que a situação venha se repetir.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), ainda não se pode fazer nenhuma relação dos três casos registrados com o vírus, já que a microcefalia pode ser provocada pelo uso de substâncias químicas ou por infecções por bactérias ou vírus, como o zika, por exemplo.
Devido ao surto registrado em 2015, o estado passou a dar assistência a famílias e atualmente Alagoas tem 734 crianças com a doença no Estado.
“Os casos de zika estão altos em Alagoas e, por isso, precisamos ficar atentos à microcefalia, principalmente as mulheres que estão grávidas. É recomendado que a mulher não engravide enquanto estiver esse surto de zika, porque a única recomendação que a gente tem é evitar que a pessoa seja picada pelo mosquito. Depois que a doença é identificada na gestante, não há como evitar que seja transmitida para a criança”, alerta a obstetra Tereza Castro.
Número de Zika
Em Alagoas, o primeiro trimestre de 2022 registrou um aumento no número de casos de dengue, zika e chikungunya, se comparado ao mesmo período do ano passado. A informação foi divulgada através de boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, nessa segunda-feira (18).
Este ano, o número de casos de zika chegou a 87, contra 6 do ano passado, representando um crescimento de 1350%. Enquanto os de chikungunya subiram de 7, no ano passado, para 68 em 2022, sendo um aumento de 871%. Ambas doenças tiveram o maior salto no período.
Já os casos de dengue cresceram em 508%, saindo de 198 no ano passado, para 1.205 este ano. O período registrado foi entre o dia 2 de janeiro e 9 de abril.
*Com informações do Jornal Gazeta de Alagoas










