Atualizada às 12:06
O Patrimônio Vivo de Alagoas, Nelson da Rabeca, faleceu na madrugada desta sexta-feira (22), após passar por uma complicação clínica e precisar ser internado no Hospital Geral do Estado (HGE). A informação foi confirmada por meio de nota divulgada pela unidade de saúde. Nas redes sociais, políticos e órgãos públicos de Alagoas lamentaram a morte do artista.
No Twitter, a vereadora Teca Nelma (PSD), declarou que Nelson deixou uma contribuição imensa para Alagoas.
“Hoje a cultura alagoana perde um dos seus patrimônios e todos os brasileiros perdem o privilégio de presenciar o talento e simpatia de seu Nelson da Rabeca”.
Já o ex- Secretário de Saúde de Alagoas, Alexandre Ayres, destacou que a morte do músico é uma perda imensurável para a cultura popular e disse que o estado está de luto.
“Nelson encantou diversas gerações e deixará muita saudade. Meus pêsames à família do amigo Nelson da Rabeca”.
O deputado estadual Davi Maia escreveu: “É com tristeza que recebo a notícia do falecimento de Nelson da Rabeca, que era considerado patrimônio vivo de Alagoas. Era um grande prazer levá-lo para tocar na festa da Cultura em Quebrangulo. Descanse em paz”.
O Prefeito de Pilar, Renato Filho (MDB), lamentou o falecimento do artista e agradeceu por sua contribuição à cultura do estado.
“Autodidata, o rabequista foi um grande exemplo de superação. Além de encantar a todos, sua arte ajudou a divulgar Alagoas em todo o mundo”.
O Governo de Alagoas também prestou uma homenagem ao artista através das redes sociais, afirmando que Nelson levou o nome do estado para o mundo e se tornou um dos grandes ícones da nossa história.
Nelson da Rabeca
Nelson nasceu no município de Joaquim Gomes, mas adotou o município de Marechal Deodoro para estabelecer sua residência com a esposa, Benedita da Silva, a Dona Benedita, que o acompanhava como vocalista. Ele tem nove filhos, alguns dos quais também músicos.
Sem ter frequentado escola, portanto, sem saber ler, e sem precedentes musicais na família, Nelson aprendeu a tocar rabeca sozinho, aos 54 anos de idade, ao ver um violino pela televisão. Nelson "apaixonou-se pelo instrumento e decidiu fazer o seu próprio".
Nelson da Rabeca trabalhou desde cedo no corte de cana-de-açucar, até que, aos 54 anos, construiu e aprendeu a tocar rabeca sozinho.
Durante algum tempo, Nelson alternava sua atividade na lavoura com apresentações aos finais de semana na Praia do Francês, até ser descoberto pelo pesquisador musical paulista José Eduardo Gramani, que divulgou para o Brasil o nome de Nelson da Babeca e abriu espaço para a gravação do primeiro disco do rabequeiro alagoano em 1994.
Com mais de seis mil rabecas construídas e quatro álbuns na bagagem, sendo o último lançado em 2018 com o músico suíço Thomas Rohrer, Nelson da Rabeca conta em seus shows e em seus discos com a participação da sua esposa, Dona Benedita, nos vocais.
