Em resposta a uma publicação da jornalista Miriam Leitão, criticando o presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) ironizou a tortura sofrida pela profissional durante a ditadura militar. Nas redes sociais, políticos alagoanos repudiaram a atitude do político.
De acordo com relatos da jornalista, naquele período, ela foi presa, agredida, torturada e teve que ficar nua em frente a soldados e agentes de repressão. Além de passar horas trancada em uma sala com uma jiboia. Na época, a jornalista estava grávida de um mês. No Twitter, Eduardo, ao compartilhar a fala de Miriam, postou: "Ainda com pena da cobra”.
Segundo o deputado estadual, Ronaldo Medeiros (MDB), a “família do Bozo” parece não ter limite e continua fazendo apologia a ditadura e tortura. “Já não basta serem negacionistas, contra a ciência e enrolados até a alma em casos corrupção. O que falta para punir os delinquentes?”
Já a deputada federal Tereza Nelma (PSD) disse que, por meio da Secretaria da Mulher da Câmara, emitiu uma nota de repúdio à postagem feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro sobre a tortura sofrida pela jornalista Miriam Leitão durante o período militar.
“O deputado ironizou e debochou de um ato cruel. (...) Fracamente, não dá pra entender como alguém pode ser tão cruel com a dor do outro, tão machista a ponto de ser desumano. Repúdio, como Procuradora da Mulher, como parlamentar, como mulher e cidadã qualquer ato misógino e desrespeitoso como esse”, destacou.
Enquanto a vereadora Teca Nelma (PSDB) declarou repúdio à fala do deputado Eduardo Bolsonaro. “Essa postura repugnante não é admissível entre parlamentares. A defesa da democracia deve ser soberana. Que o Conselho de Ética da Câmara não deixei passar impune”.
