Quem conhece o deputado federal Marx Beltrão que ele é uma máquina de fazer política e demonstrou competência na matéria ainda no seu primeiro mandato de deputado federal – chegou a ser ministro do Turismo, do governo Temer.

Notabilizou-se, também, por ser um colecionador de legendas. Já teve em poder, além do PSD, o PSC, o PRB e botou uma mão no PL, o partido presidencial, comandado pelo notório Valdemar Costa Neto. 

A realidade de agora é outra, inteiramente diferente. 

Depois de brigar com os Beltrão do B, perder a prefeitura de Coruripe – entre outras – na eleição passada, ele está na iminência de deixar a direção local do PSD.

Gilberto Kassab, dono da legenda, entregou a presidência alagoana do partido, que “não é de direita e não é de esquerda” (?), ao ex-prefeito Rui Palmeira, que já anunciou publicamente que será ele a mandar no pedaço em breve.

O ex-prefeito de São Paulo tem uma dívida de gratidão para com o ex-ministro do TCU, Ghilherme Palmeira, pai do ex-prefeito de Maceió.

Imprensado no partido kassabiano, Marx Beltrão não admite que perdeu seu reinado no PSD, mas deve projetar que ficará sem o controle do fundo partidário e do fundo eleitoral. Além do que não tem nem mais escadas para ajudá-lo na reeleição. Embora, é importante lembrar, ele deve ter uma votação considerável, que pode, sim, mantê-lo em Brasília. 

E Rui Palmeira?

O ex-prefeito sinaliza que quer disputar o governo do Estado, mas vem sendo aconselhado a brigar por uma cadeira no Senado – contra Renan Filho – ou se aconchegar numa dobradinha ao Palácio República dos Palmares, na condição de vice.

É saber: “Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou.”

Quem disse isso foi Magalhães Pinto, o banqueiro que foi governador de Minas Gerais - que nunca foi um nefelibata.