Procuradora da Mulher da Câmara de Deputados, a deputada Federal Tereza Nelma (PSDB/AL), emitiu uma nota de repúdio nesta quinta, 16, aos ataques de ódio que a pastora Odja Barros sofreu através de suas redes sociais após celebrar a união homoafetiva entre duas mulheres na igreja batista do Pinheiro, no dia 03 de Dezembro em Maceió.  

Tereza Nelma afirmou que ao saber do ocorrido entrou em contato com a pastora para transmitir seu apoio a ela e toda sua família. Para a deputada a situação é preocupante e configura mais um ato grave de violência de gênero.

A pastora Odja Barros passou a receber mensagens violentas pelas redes sociais, após a divulgação de fotos do evento. Odja disse que está extremamente esgotada emocionalmente mas que ao mesmo tempo o acontecido lhe fez refletir sobre a importância de lutar contra a violência. Para a pastora, a atitude da parlamentar foi muito importante e representativa. “Agradeço pela iniciativa, um gesto sororal, solidário da deputada Tereza Nelma, procuradora Nacional, em registrar o repúdio por essa situação vivida por mim em Alagoas e de se mostrar totalmente disponível a me apoiar. Me sinto desafiada a fazer parte dessa rede e fortalecer as mulheres que sofrem violências físicas, políticas, psicológicas. Muito importante que tenhamos representantes com esse olhar, que levante a bandeira do respeito. Estava celebrando o amor, cumprindo o meu dever e fui alvo de ataques e violência. Isso é alerta para outras situações que se alastram nesse país na tentativa de cercear o nosso direito”, relatou a pastora.

Tereza Nelma ressalta que não se deve calar diante de situações semelhantes. “O caso nos revela a necessidade de continuar adotando medidas que assegurem que os direitos das mulheres sejam respeitados e exercidos. A violência de gênero se manifesta de diferentes maneiras, por isso temos que agir para coibir essas atitudes. Se a gente não combate esse tipo de situação, podemos perder vidas. Temos que mostrar que as mulheres não estão sozinhas e podem contar com o nosso apoio, afinal, somos nós as suas representantes no Poder Legislativo”, salientou Tereza.

A vereadora Teca Nelma (PSDB-AL), presidenta da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Municipal de Maceió, se solidarizou e acompanhou a pastora até a  Delegacia Geral da Polícia Civil, na busca por providências à sua segurança. “Tive acesso a todos os prints e informações mediantes às ameaças que pastora e sua família sofreram. Esse é um ataque claramente LGBTfóbico e misógino, que não podemos jamais permitir que aconteça. Quando nos deparamos com uma situação assim, não se trata de um ataque apenas à vida da pastora, mas de todos os movimentos sociais de Maceió que defendem essa causa. Precisamos continuar avançando na garantia de direitos da comunidade LGBTQIAP+, unidos em defesa da vida, do bem e do amor ao próximo”, afirmou Teca.

O caso já foi reportado para que os órgãos responsáveis, a Delegacia Geral de Alagoas da Polícia Civil e a Secretaria de Direitos Humanos do Estado, tomem as medidas legais cabíveis.

*com Assessoria