Em Maceió, mais de 19 mil pessoas devem receber a dose de reforço contra a Covid-19

Redação |
Ônibus da vacina leva imunização para mais próximo dos maceioenses
Ônibus da vacina leva imunização para mais próximo dos maceioenses / Foto: Edvan Ferreira/Secom Maceió

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde de Maceió, 19,6 mil pessoas devem receber a dose de reforço contra a Covid-19 na capital alagoana. Como a vacina só pode ser aplicada após um período de seis meses ou 28 dias para pacientes com alto grau de imunossupressão depois da 2ª dose, a imunização desse número total deverá se estender até dezembro. 

Segundo a secretária, 360 mil maceioenses estão totalmente imunizados contra a Covid-19 e mais de 700 mil já receberam a primeira dose, o que representa 70% da população. Para aumentar essa porcentagem de imunização, o município começou a antecipar a aplicação das doses em 10 dias. 

Especialistas defendem a urgência de completar a vacinação o mais rápido possível para conter o avanço das variantes, que têm maior potencial de transmissibilidade.

“Com o aparecimento das novas variantes, o percentual que se estimava inicialmente, de que 70% de vacinados seriam suficientes para o controle da pandemia, já não é válido. Precisamos vacinar o maior número possível de pessoas, valores próximos de 90% da população se mostram desejáveis. Os não vacinados estão deixando desprotegidos principalmente os vacinados mais frágeis, os grupos mais propensos a desenvolver formas graves da Covid-19: idosos, diabéticos e pessoas com deficiência na imunidade”, informa o infectologista Renée Oliveira.

Ele alerta a população para que não se acomode com a redução dos casos e de mortes em decorrência do número de pessoas que tomaram a primeira dose das vacinas. “A primeira dose traz um bom nível de proteção, como observamos hoje, uma queda grande nas apresentações mais graves da Covid-19, nas internações e nos óbitos, mas é pouco, ainda morre muita gente. Precisamos da segunda dose para intensificar a proteção e agir muito melhor ante as novas variantes. Definitivamente, não é inteligente deixar de tomar a segunda dose”, orienta o infectologista.

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