Após uma reunião realizada entre os líderes da Executiva Nacional , o PSDB anunciou a oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em um comunicado, a sigla informou também que que dará "início a discussão sobre a prática de crimes de responsabilidade pelo presidente da República"

Ontem, diante das ameaças feitas por Bolsonaro na Avenida Paulista e em Brasília contra o Supremo Tribunal Federal (STF) , citando nominalmente o ministro Alexandre de Moraes, o presidente da sigla, Bruno Araújo, já havia dito que iria discutir o apoio à eventual abertura do processo de impeachment do chefe do Executivo. A conversa, no entanto, ficará restrita, pelo menos por enquanto, às discussões internas.

"O PSDB repudia as atitudes antidemocráticas e irresponsáveis adotadas pelo presidente da República em manifestações pelo Dia da Independência. Ao mesmo tempo, conclama as forças de centro para que se unam numa postura de oposição a este projeto autoritário de poder e para evitar a volta do modelo político econômico petista também responsável pela profunda crise que enfrentamos.", diz a nota, publicada nas redes sociais.

Nomes de peso do partido, como o governador de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leita, devem apoiar um eventual impedimento. Porém, reservadamente, dirigentes da legenda admitem o pedido que pode sofrer resistência dentro do Congresso, já que parte dos 33 deputados temem sofrer represália na liberação de emendas.

 

*Com IG