Rodrigo Cunha volta a defender veto a fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões e afirma que manter R$ 4 bilhões para bancar eleição é “lamentável"

Assessoria|
Rodrigo Cunha
Rodrigo Cunha

O senador Rodrigo Cunha (PSDB) voltou a se manifestar nesta terça-feira (27) contra o aumento do fundo eleitoral, que de acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada na semana passada no Congresso Nacional saltou de R$ 2 bilhões gastos nas eleições de 2020 para R$ 5,7 bilhões a serem gastos nas eleições de 2022. O presidente Bolsonaro sinalizou que vetaria parcialmente o valor, fixando o fundo em R$ 4 bilhões. De acordo com Cunha, o valor ainda é muito elevado.

“Defendo o veto total aos R$ 5,7 bilhões e a manutenção dos mesmos R$ 2 bilhões de 2020. Ou, no mínimo, a aplicação somente da correção inflacionária do período. Se o presidente vetar parcialmente e mantiver R$ 4 bilhões, mesmo assim será um aumento de 100%, o que é, reafirmo, lamentável e inconcebível. A prioridade do Brasil é investir em saúde, ampliação do auxílio emergencial e de programas de transferência de renda, compra de vacinas e imunização da população contra a Covid-19 e educação. Gastar esta soma de recursos públicos pagando campanha eleitoral é um desserviço”, reafirmou o senador alagoano.

Rodrigo Cunha foi o único senador de Alagoas que não somente votou como se manifestou contra a aprovação do fundo, que utiliza recursos públicos para pagar campanhas eleitorais. O fundo de financiamento de campanha foi criado após a proibição do financiamento privado, em 2015, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob o argumento de que as grandes doações empresariais desequilibram a disputa eleitoral e seriam possíveis caminhos para futuros favorecimento de doadores por parte dos candidatos eleitos.

Na segunda-feira (26), a vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Rosa Weber, determinou que o Congresso Nacional dê em até 10 dias esclarecimentos sobre a aprovação do fundão eleitoral de R$ 5,7 bilhões. Para Rodrigo Cunha, a decisão da ministra, que é uma resposta a um mandado de segurança concedido diante de pedidos de um grupo de deputados e senadores “é importante porque pode esclarecer como a maioria do Congresso optou por este aumento vergonhoso, mesmo diante de uma situação nacional tão difícil de pandemia e aumento da pobreza”.

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