Edmilson Teixeira
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Tumulto: Sem chance de se reeleger presidente suspende eleição da Câmara, mas adversário abre sessão e é eleito

Edmilson Teixeira|
Sessão tumultuada foi comandada pelo vice-presidente  João Breu, que teve voto suficiente para garantir de forna antecipada o comando da presidência para o biênio 2023/2024
Sessão tumultuada foi comandada pelo vice-presidente João Breu, que teve voto suficiente para garantir de forna antecipada o comando da presidência para o biênio 2023/2024 / Cortesia

O clima político na manhã desta quarta-feira, 30,  na Câmara de Vereadores de Taquarana/AL, agreste do Estado, foi bastante tenso, cujo fato ocorrido entrou para história do Legislativo do Município. É que o presidente da Casa, Erisval Souza (PTB) teve a ousadia de se omitir em comandar a sessão que tinha como foco principal a eleição antecipada para a  Mesa Diretora visando o biênio 2023/2024. O parlamentar chegou ao  ponto de  liberar  todos os funcionários da Câmara, a fim de que a sessão fosse suspensa por  completa, e tanto ele como seus quatro apoiadores desapareceram do evento.  

Detalhe é que Erisval concorre à sua reeleição, porém já derrotado, visto que a maioria formada por seis vereadores inclinou seu apoio para o atual vice-presidente da Câmara, vereador João Breu (Cidadania) que também entrou na briga pela poltrona maior da Mesa. Pois amparado no regimento interno da Casa, sobretudo na condição de vice, João Breu abriu a  sessão, e fez a eleição, onde o próprio fora eleito com os seis únicos votos presentes.   

“O presidente Erisval Souza violou o Regimento Interno da Câmara, sobretudo desrespeitando os vereadores” disse indignada a vereadora Gabriela Ricardo (PP), afirmando que o candidato que ela apoia é João Breu, e esse teve os votos dos vereadores Regis (MDB), Jazon Neto (PTB), Bete da Saúde (PP) e Neno da Lagoa Grande (PP), ou seja, são seis votos no geral incluindo o de João Breu, que formam a maioria, já que a Câmara é composta por 11 parlamentares.  

Gabriela Ricardo confessa ainda, que  todos os vereadores foram pegos de surpresa ao chegar para a votação. “O presidente da Câmara, Erisval de Souza, violando o regimento interno, decidiu, sem fundamento algum, cancelar a votação, provocando revolta e discussão na sede do Poder Legislativo municipal. A violação ao próprio regimento e aos vereadores da Casa será levada à Justiça pelos vereadores que se sentiram desrespeitados com o ato do presidente” pontuou.  “Nosso passo agora é registrar a ATA da sessão, para encontrar  juridicamente o caminho que possa garantir  a vitória do nosso candidato nessa eleição tumultuada” finalizou Gabriela. 

 

 

 

 

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