Justiça concede semiaberto a Lindemberg Alves condenado pela morte de Eloá, filha de ex-cabo da PM de Alagoas

Redação com Agências|
Lindemberg e Eloá na janela do apartamento em que a jovem foi mantida refém.
Lindemberg e Eloá na janela do apartamento em que a jovem foi mantida refém. / Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo autorizou, nesta quarta-feira (9), Lindemberg Alves Fernandes, de 34 anos, acusado de matar Eloá Pimentel, filha do ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) Everaldo Pereira dos Santos, a cumprir o restante de sua pena em regime semiaberto. 

Lindeberg foi condenado a uma pena de 39 anos, 3 meses e 10 dias de prisão pelo assassinato de Eloá - na época com 15 anos -, sua a ex-namorada, em outubro de 2008, no Jardim Santo André. Atualmente, o condenado cumpria sua pena em regime fechado em Tremembé, no interior paulista.

Segundo informações iniciais, a juíza Sueli de Oliveira Armani informou que o acusado mantém bom comportamento na prisão e nunca registrou uma infração grave dentro da penitenciária. Além disso, de acordo com a magistrada, Lindermberg também obteve resultados favoráveis nos testes psicológicos e de periculosidade.

Conforme a decisão de regime semiaberto, o condenado tem direito de trabalhar e frequentar cursos profissionalizantes, do 2º grau ou cursos de ensino superior, durante o dia, e retorna à noite para dormir na unidade prisional. O semiaberto ainda dá a possibilidade de saídas temporárias em feriados como o Natal. 

Apesar da decisão da Justiça o  Ministério Público havia se posicionado contra a mudança dessa pena. O órgão comentou que o crime cometido mostra que Lindemberg tem personalidade distorcida. “Nenhuma pessoa, senão motivada por desvio de caráter de personalidade ou transtorno mental, cometeria uma prática tão brutal”, relatou à Justiça o promotor Luiz Marcelo Negrini de Oliveira Mattos.

Relembre o caso

No dia 13 de outubro de 2008. Lindemberg invadiu o apartamento em que Eloá morava com os pais, Ana Cristina Pimentel e, o ex-cabo da PM de Alagoas, Everaldo Pereira dos Santos, em Santo André. O entregador de pizzas estava armado e queria reatar o romance com a jovem.

Lindemberg manteve Eloá e outros três colegas de escola dela como reféns - Nayara, Iago e Victor Campos. Após algum tempo, os dois rapazes foram libertados.

Nayara chegou a ser solta por Lindemberg em 14 de outubro de 2008, mas dois dias depois voltou ao cativeiro por orientação da Polícia Militar (PM) para tentar resgatar Eloá. A ação não deu certo e ela acabou sendo feita refém novamente junto com a amiga.

Quatro dias depois, no dia 17 de outubro de 2008, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) explodiu uma bomba e invadiu o local. Os policiais fizeram isso depois de escutar um ruído que seria um tiro.

Antes da entrada da PM, o sequestrador ainda conseguiu balear Nayara, que sobreviveu, e deu dois tiros em Eloá, que morreu. 


 

 


 

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