Os servidores da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (ADEAL) cobram do Governo de Alagoas a inclusão da categoria como grupo prioritário na vacinação contra a Covid-19. Representante dos funcionários do órgão, o Sindicato dos Servidores de Fiscalização Estadual Agropecuária de Alagoas (Sinfeagro/AL) destaca o trabalho da categoria, que está na linha de frente no enfrentamento à pandemia, sendo responsável pela inspeção e fiscalização da produção animal e vegetal em todas suas etapas. 

O Sinfeagro ressalta que os servidores não querem privilégios, mas o reconhecimento e inserção como grupo prioritário no Plano Estadual de Imunização contra a Covid-19, sendo uma segurança à saúde destes que também tanto fazem por Alagoas e pelos alagoanos. 

A presidente do Sinfeagro, Flávia Marques, afirma que em janeiro deste ano, a entidade sindical realizou o pedido de inclusão dos Servidores da ADEAL como grupo prioritário no Plano Estadual de Imunização contra a Covid-19. O pedido foi indeferido, negado, através de ofício. 

“Sem a contribuição dos servidores da ADEAL, os consumidores não teriam uma garantia sobre a qualidade e a procedência dos alimentos. Também cuidamos do setor agropecuário, garantindo a sanidade animal e vegetal. Sem o nosso trabalho, até na economia sofreriam perdas. Somos linha de frente e precisamos da vacina. Essa é mais uma demonstração do nosso compromisso com a população e com o servidor público”, explica Flávia.

Ela ressalta ainda a contribuição destes abnegados servidores, que mesmo vulneráveis ao vírus, inclusive enfrentando dificuldades estruturais do serviço enquanto desempenham suas atividades essenciais à população alagoana e ao setor de Agronegócio do Estado, sem nenhuma interrupção desde o início da pandemia, adequando e mantendo os serviços e atividades em acordo com os decretos Estaduais que relaciona os serviços da ADEAL como atividade essencial, no dia 20 de março de 2020.

“Estamos excluídos nesse processo de vacinação. Há pouco, o Governo Estadual inseriu os presidiários, que estão isolados nos presídios cumprindo seus crimes, no plano de vacinação. E nós, dedicados ao serviço público, lidando diretamente com o público, expostos ao coronavírus rotineiramente, não recebemos nem a previsão de quando seremos vacinados, por quê?”, questiona a presidente do sindicato e todos os servidores da ADEAL.

*Com assessoria