Foto: EVARISTO SA / AFP
Jair Bolsonaro

O país todo espera a sanção do Orçamento Geral da União (OGU) para 2021. A peça orçamentária foi aprovada pelo Congresso, mas ainda não foi sancionada pelo presidente Bolsonaro, e já estamos em abril do ano corrente. A razão seria uma série de irregularidades no Orçamento, “pedaladas fiscais” e manobras que poderiam colocar em risco o mandato do próprio presidente.

Mas para a Ufal esta demora tem um peso ainda maior. A Universidade depende de o Orçamento estar em vigor para atender as demandas de seus estudantes, inclusive o pagamento de bolsas estudantis. E é este orçamento feito pelo governo Bolsonaro, e aprovado na Câmara e no Senado, que traz o mais duro corte de recursos de toda a história de 60 anos da Ufal.

A situação é tão crítica que foi preciso uma dura intervenção do reitor Josealdo Tonholo junto ao MEC para que parte das bolsas dos estudantes fosse paga na semana anterior à Páscoa. O reitor também atuou com força nos bastidores, mobilizando a bancada federal – que apoiou a causa – e até mesmo o Ministério da Economia. Se não fosse o pulso firme e articulação de Tonholo, o MEC não teria sequer repassado os recursos de janeiro devidos à UFAL.

Os cálculos ainda estão sendo feitos pela Universidade, mas a “tesoura” de Paulo Guedes e cia. foi gigantesca. Agora é aguardar qual Orçamento será devidamente aprovado por Bolsonaro para saber qual será, em verdade, o tamanho da “facada” na UFAL. Mas que será grande e que será a maior da história de nossa universidade federal, isto já se sabe. Lamentável!