Prestes a completar um ano e meio do naufrágio de um catamarã em Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas, as famílias das idosas que morreram afogadas no acidente ainda esperam por um desfecho na Justiça. As vítimas eram do município de Eusébio, no estado de Ceará, e estavam com um grupo de 50 turistas da mesma cidade na embarcação.
Paulo Roberto Gomes, um dos filhos da vítima Lucimar Gomes da Silva, 69, disse que somente as informações sobre as causas do acidente não são respostas.
“O que a gente espera é justiça, ninguém quer vingança. Queremos apenas justiça. Que eles possam pagar, porque eles tiraram a vida de duas pessoas e destruíram duas famílias”, relatou Paulo Roberto.
Gomes disse ainda que, atualmente, há dois processos aguardando julgamento na Justiça, mas que, pela pandemia causada pelo novo Coronavírus (Covid-19) e por mudanças no judiciário, as audiências tiveram que ser remarcadas.
As ações judiciais foram movidas pela família dele e a família de Maria de Fátima Façanha da Silva, de 65 anos, que também morreu no local.
“A primeira audiência, na área cível, era para ter sido em maio de 2020 e depois não aconteceu por causa da pandemia, aquela loucura toda. Depois, o juiz foi promovido e o processo foi para a área de distribuição e estamos aguardando. A audiência da área criminal, estávamos esperando para final de 2019, mas o juiz da Comarca de Maragogi saiu e entrou um novo juiz. Já tinha muito processo lá, o nosso entrou na fila e ficou só para novembro deste ano”, contou Gomes.
O acidente
O catamarã virou no mar depois de bater em uma pedra e conduzia 60 pessoas, sendo 48 adultos, 4 crianças, 2 palestrantes e 6 tripulantes. O acidente aconteceu no dia 27 de julho de 2019.
No ano passado, o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) apresentou denúncia contra seis pessoas apontadas como responsáveis pelo naufrágio. Os seis indiciados devem responder por homicídio duplamente qualificado, com motivação torpe e ganância.
Segundo a promotora de Justiça, Francisca Paula, os responsáveis pela embarcação não investiam em equipamentos de segurança, coletes de salva vidas não eram fornecidos para os passageiros.
*Com informações da Imprensa On-line.
