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Vacina contra a Covid-19

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), divulgou um ofício sobre a priorização da população brasileira quanto à vacina da Covid-19, dentro do Plano Nacional de Vacinação (PNI). De acordo com o Ministério da Saúde, o plano nacional de imunização do governo federal inclui 54 milhões de brasileiros no grupo prioritário. 

Segundo a SVS, esforços estão sendo realizados, com base nas normas sanitárias brasileiras, na perspectiva de viabilizar o acesso da população a vacinas contra o novo coronavírus. No entanto, inicialmente os grupos prioritários serão os primeiros a receberem a dose do imunizante.

A vacinação, conforme ressalta a secretária, será inicialmente voltada aos grupos de maior risco para agravamento e óbito. Desta forma estarão contemplados nas primeiras fases de vacinação a população pertencente aos grupos de trabalhadores das seguintes áreas:

  • Profissionais da saúde, profissionais de apoio, cuidadores de idosos, entre outros;
  • Pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas e população idosa (60 anos ou mais);
  • Indígenas aldeados, comunidades tradicionais ribeirinhas e quilombolas; 
  • População em situação de rua;
  • Grupos que apresentam comorbidades;
  • Trabalhadores da educação; 
  • Pessoas com deficiência permanente severa; 
  • Profissionais das forças de segurança e salvamento;
  • Funcionários do sistema de privação de liberdade;
  • Trabalhadores do transporte coletivo; 
  • Profissionais dos transportadores rodoviários de carga e coletivos;
  • População privada de liberdade, ou seja, população carcerária.

Os grupos prioritários foram definidos conjuntamente com as áreas técnicas do Ministério da Saúde e colaboradores no âmbito da Câmara Técnica Assessora, estabelecendo os critérios a serem adotados por ocasião da vacinação.

No documento, a SVS esclarece que é do interesse do Ministério da Saúde vacinar   toda a população brasileira de forma escalonada, considerando primeiramente a proteção dos grupos mais vulneráveis e a manutenção dos serviços essenciais. 

“Considerando os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), o acesso a vacinas revela-se como parte integrante do direito à saúde, nesse sentido, a execução de ações voltadas à obtenção de vacina segura e eficaz contra SARS-CoV-2 é uma prioridade no âmbito das ações governamentais de enfrentamento da emergência da covid-19 em todo o mundo”, diz trecho do ofício.

O calendário oficial de vacinação do país ainda não foi divulgado. Porém nesta quarta-feira (13), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse em pronunciamento que a população deve começar a ser imunizada ainda em janeiro este mês e que Manaus deve ser a primeira cidade a ser vacinada. A decisão se dá devido ao grande número de casos registrados no município.

"Vamos vacinar em janeiro e Manaus será também a primeira a ser vacinada. Ninguém receberá a vacina antes de Manaus", disse o ministro. "A vacina será distribuída simultaneamente em todos os estados, na sua proporção de população, e Manaus terá essa prioridade também", afirmou Pazuello.

 

*Sob supervisão da editoria