O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) recebeu, entre ontem (14) e hoje (15) denúncias de Fake News propagadas em outdoors espalhados pela capital alagoana. O candidato a prefeito de Maceió pelo PT, Ricardo Barbosa, anunciou na quarta-feira em suas redes sociais que ingressou com uma representação solicitando a retirada da publicidade e a aplicação de multa, no valor de R$ 15 mil por cada outdoor, contra a empresa responsável pela veiculação.
Já nesta quinta-feira foi a vez da candidata Valéria Correia, do PSOL, informar, por meio de sua assessoria, que ingressou com uma ação pedindo apuração acerca das propagandas que atacam a esquerda. Segundo a candidata a prefeita, os anúncios bancados por movimentos da direita trazem informações falsas e difamatórias, como “Não vote em quem defende drogas” e “Não vote em quem ameaça seus filhos”.
“É um absurdo um ato como esse, em plena campanha eleitoral. São mentiras implantadas contra aqueles que se opõe ao autoritarismo e ações insensatas. Os ataques da direita aconteceram, ainda, quando eu era reitora da Ufal. Se opunham à educação, ofendiam professores e tentavam desmerecer a ciência. Condutas como essas são inaceitáveis”, pontuou Valéria.
Os advogados do PSOL fundamentaram o pedido com base na legislação vigente: “A referida opinião política espalhada pelo Município de Maceió, configura várias modalidades de delitos penais, crimes eleitorais e cíveis, cujo objetivo é espalhar a sensação de insegurança e medo ao eleitor, visando, ainda, artificialmente afetar os estados mentais, emocionais e psicológicos nos eleitores”.

Em suas redes sociais, ao anunciar a ação, Ricardo Barbosa frisou: “Eu sou de esquerda, defendo a esquerda e tenho orgulho de ser esquerda e acho que as mentes que imaginaram essa provocação são as mesmas que estão e estiveram por trás da eleição de um presidente responsável por mais de 150 mil mortes pelo descaso em relação à pandemia... Eleito em base à Fake News.
“É um pessoal que não gosta de democracia, um pessoal de direita que deveria ter vergonha de fazer o que fizeram”, completou.

*Com assessorias
