O candidato a prefeito de Maceió, Cícero Almeida do Democracia Cristã (DC) garantiu que continua com a campanha nas ruas, mesmo com a posição do partido que retirou sua candidatura após um acordo com o candidato do PSB, JHC. Almeida foi informado da decisão do partido por meio de uma carta de renúncia, mas não chegou assinar o documento. 

Ao CadaMinuto, Almeida afirmou que dialogará com o deputado Antônio Albuquerque, que é presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que indicou o vice para chapa do DC, ainda nesta sexta-feira (02) para definir a situação.   

O acordo entre JHC e o diretório do Democracia Cristã ocorreu nesta quinta-feira e a carta chegou nas primeiras horas de hoje. “Eu fui pela missão, o partido foi pela ambição. Traição veio do próprio partido”, colocou. 

“Eu já estou acostumado, politicamente falando, com esse tipo de traição. Ocorreu comigo no PRTB e também no PSD, quando eu tinha o PSD na mão, os caras foram e tomaram”, lembrou Almeida. 

Almeida ainda lembrou do caso de Luciano Barbosa dentro do MDB em Arapiraca. Foi algo semelhante ao que ocorreu com o Luciano Barbosa. Não tem justificativa. Alegaram na carta que havia falta de recursos, pouco tempo de rádio e televisão. Mesmo que existisse a falta de recurso, há um acordo com o PTB”, completou ele. 

O diretório municipal inclusive já enviou a decisão para retirada da candidatura ao diretório nacional do Democracia Cristã. 

Presença de Almeida alterou cenário nas pesquisas 

No dia 14 de setembro, o jornalista Luis Vilar publicou em seu blog uma análise sobre o resultado da pesquisa DatasSensus para prefeitura de Maceió. Em dois aspectos, a presença de Almeida na lista dos candidatos causava impacto na disputa. Veja trecho da matéria: 

Agora, pelos dois cenários “desenhados” pela pesquisa, um fator que impacta é a presença de Cícero Almeida (PSDC), mesmo diante do fato dele não ser um dos líderes da corrida eleitoral.

Do jeito que está, se as eleições fossem hoje e se a pesquisa estiver correta, Almeida define o segundo turno, mas sem a presença dele mesmo, já que os candidatos que iriam para a disputa seriam JHC e Alfredo Gaspar, chegando lá praticamente empatados.

Pelo que se observa dos cenários pesquisados – portanto – é que a saída de Lessa conjugada com a entrada do ex-prefeito de Maceió e ex-deputado federal Cícero Almeida (PSDC) no pleito, prejudica JHC.

Vejamos: Almeida anunciou sua pré-candidatura tendo o apoio do deputado estadual Antônio Albuquerque (PTB). O levantamento do Data Sensus traz o seguinte resultado: JHC tem 23%, Alfredo Gaspar tem 20%, Cícero Almeida tem 15%, Davi Davino tem 10%, Ricardo Barbosa (PT) tem 2% e Lenilda Luna (UP) tem 1%.

Sem Almeida no páreo, JHC sai do empate técnico e abre vantagem em relação a Alfredo Gaspar de Mendonça. Observemos o segundo cenário: JHC sobe para 33% e Alfredo Gaspar fica com 23%. Davi Davino fica com 18%.

Logo, a candidatura de Cícero Almeida – caso os números do Data Sensus estejam corretos, repito! – parece ser um fator determinante. Mais determinante, inclusive, que o fato da união entre JHC e Lessa ter jogado a candidatura do deputado federal para a esquerda de vez, já que a composição entre o PSB e o PDT faz parte de um projeto nacional de oposição ao presidente, como já pontuado.

O Data Sensus ouviu 1.205 eleitores e tem margem de erro de 2,83%.

*Sob supervisão da editoria