Após investigações, polícia aponta que homicídio em São José da Laje não teve relação com transfobia

Redação*|
Travesti é morta com facada no pescoço no interior de Alagoas
Travesti é morta com facada no pescoço no interior de Alagoas / Foto: reprodução

Após investigações, a Polícia Civil apontou que o assassinato da travesti morta a facadas durante a madrugada da última quarta-feira (30), em São José da Laje, não teve qualquer relação com transfobia. A informação foi confirmada pelo delegado titular do município, Edberg Oliveira.

De acordo com o delegado, ainda nas primeiras horas do dia, três homens foram presos e um menor foi apreendido. Os suspeitos não tiveram as identidades reveladas devido a Lei de Abuso de Autoridade. Outro homem, que também participou do crime, não foi encontrado.

A investigação apontou que a vítima, com nome de registro de Fabrício Alves da Silva, conhecido como Fabinho e de nome social Michele, estava em uma festa com os suspeitos, quando em um dado momento eles roubaram cerca de R$ 300 da vítima. Ela reagiu e acabou sendo esfaqueada.

“Depois de roubarem a vítima, um homem e o menor tinham ido embora e os outros três suspeitos ficaram no local da festa. A vítima percebeu o furto, identificou os suspeitos e foi tirar satisfação. Eles tiveram um desentendimento com a vítima e a mataram. Depois ocultaram o cadáver dela em uma área de mata”, detalhou Edberg.

Ainda segundo o delegado, o objetivo dos suspeitos era roubar a vítima. O corpo de Fabinho foi encontrado por populares que acionaram a Guarda Municipal. Os institutos de Criminalística (IC) e Médico Legal (IML) foram acionados para a realização dos procedimentos cabíveis.

Os três suspeitos foram levados para o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de São José da Laje, onde os três adultos foram autuados pelo crime de furto, homicídio e ocultação de cadáver. O menor apreendido vai responder por furto e será liberado.

*Com BR104

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