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Pariconha

A Justiça Eleitoral proibiu uma pré-candidata a vereadora pelo município de Pariconha, Sertão alagoano, de pedir voto em uma rede social. De acordo com a decisão liminar do juiz Bruno Acioli Araújo, da Zona Eleitoral de Água Branca, Analice Severo de Souza estava praticando propaganda eleitoral antecipada.

Segundo a decisão, publicada nesta quarta-feira (23), a pré-candidata teria divulgado um áudio no qual revelava o número com o qual irá com, concorrer ao cargo de vereadora por Pariconha, nas eleições deste ano. Ela também cantava o seu jingle de campanha e pedia votos aos cerca de 200 integrantes de um grupo de WhatsApp.

Em sua decisão, o magistrado proibiu a pré-candidata de reincidir na prática de propaganda extemporânea, e em qualquer ambiente (presencial ou virtual), sob pena de multa no valor de R$ 50 mil para cada ato infracional.

Na mesma liminar, o magistrado destaca também o fato de a pré-candidata sequer se preocupar em “camuflar” o pedido de voto, citando o áudio acostado na documentação. “Bom dia, pessoal! Meu número é fácil, viu? Até um cego (pode) botar o dedo dele em cima do 1. Ele vai apertar três vezes e vai tirando devagarinho; bota no 2, vai tirando do 2 e bota no 3. Aí pronto! É só confirmar, facinho, facinho (...) E quando sair minha música, (ela) vai colar [sic] na cabeça do povo. O povo não vai me esquecer: ‘ANALICE, SIM! EU VOTO É NELA, SIM!’. Vamos, minha gente! Vamos aqui na mulher guerreira”, diz o áudio em questão.

Conforme a lei eleitoral, o período de pré-campanha se encerra no próximo sábado (27), desta forma, o pedido explicito de votos antes do fim deste prazo configura propaganda eleitoral antecipada e, por isso, irregular.