(Foto: Freepik)
Ambulatório em Maceió vai atender população LGBTQI+

O estado de Alagoas contabilizou a surpreendente marca de 10 pessoas do público LGBTQI+ mortas de maneira violenta somente em 2020. No campo da política a desigualdade não é diferente, segundo informações do Grupo Gay de Alagoas (GGAL) as candidaturas de pessoas LGBTQI+ no estado não tem expressão e adesão necessária.

Ainda segundo informações do GGAL, o mapeamento da candidaturas de pessoas da comunidade LGBTQI+ na política, fez uma coleta nos municípios de Alagoas e resultou em mais de 40 candidatos assumidos.

“Infelizmente vivemos em uma sociedade onde não se há um apoio maior principalmente a adesão por parte da comunidade LGBTQI+ nessas candidaturas”, comenta o presidente do GGAL, Nildo Correia.

O levantamento com dados sobre quais partidos têm representatividade LGBTQI+ ainda está em análise, mas Nildo afirma que existe candidaturas no PT, PDT, PSOL, MDB, PSDB, entre outros.

Ao CadaMinuto, a mulher trans pré- candidata à vereadora de Maceió, Bárbara Nagman, explica que a importância de uma representatividade LGBTQI+ no mundo político é mais do que necessária, principalmente em Alagoas, um dos estados líder de homicídios de pessoas pertencentes a comunidade.

“Acredito que a maior dificuldade vai ser a resposta nas urnas, porque vivemos em um país de hipocrisia, onde o sexo profissional de mulheres transexuais é o mais requisitado, é o mais procurado, e na maioria das vezes o próprio assassino do LGBTQI+ é aquele que não assume para a sociedade sua conduta de dupla personalidade” explica.

A pré-candidata explica, ainda, que lugar de mulher transexual não é nas ruas se prostituindo, mas sim em sala de aula conquistando seu espaço na sociedade e principalmente no mercado de trabalho.

“Eu decidi entrar na política porque estou cansada de impunidade, do hétero que se demonstra homofóbico, transfóbico e assassino que venha tirar a vida de pessoas LGBTQI+, mas a luta está apenas começando”  finaliza.

*Com supervisão da editoria.