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Em vídeo divulgado nas redes sociais, o adolescente relatou o fato e afirmou ter sido vítima de racismo.

Após um jovem de 17 anos, ter sido vítima de injúria racial por seguranças de um supermercado localizado no bairro da Ponta Verde, em Maceió, a advogada criminal, Jucilene Carvalho disse ao CadaMinuto que vai mover uma ação por danos morais contra o estabelecimento comercial.

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De acordo com a advogada - que representa o menor - inicialmente é possível dizer que o crime praticado foi de injuria racial. “É um crime previsto no artigo 140, parágrafo 3 do código penal, pelo fato de ter sido chamado de negrinho, e também o crime de calúnia, por ter imputado falsamente o crime de furto de sua própria bicicleta e a mercadoria do supermercado”, explicou Jucilene.

Questionada sobre a possível atuação de instituições que promovem a igualdade e a justiça no caso, a advogada pontuou que inicialmente nenhum desses órgãos chegou a procurar a vítima, mas que a defesa, acompanhada do jovem e de seus familiares, devem ir até a comissão da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB-AL) responsável por esse tipo de crime.

O adolescente foi ao 2º Distrito Policial, no bairro da Jatiúca, em Maceió, acompanhado de um familiar e da advogada, e registrou um Boletim de Ocorrência. O caso vai ser encaminhado para a Delegacia de Crimes contra a Criança e o Adolescente.

“Agora cabe ao delegado realizar os procedimentos necessários, como o inquérito policial, após ser concluído vai ao MP e cabe a ele fazer a denúncia”, finalizou.

O supermercado Unicompra informou, por meio de sua assessoria, que está apurando o caso e não irá se pronunciar a respeito.

*Sob supervisão da editoria