O anúncio da pré-candidatura do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) como vice-prefeito na chapa do deputado federal JHC, causou conflito e troca de farpas entre os membros do Partido Democrático Trabalhista (PDT), mas a aliança era esperada diante dos rumos que a executiva nacional acabou tomando.

Em entrevista ao CadaMinuto, Lessa afirmou que ouviu todos seus aliados antes tomar a decisão, incluindo pré-candidatos a vereadores, a ex-senadora Heloísa Helena e até a ex-prefeita Kátia Born.

Confira a entrevista:

No que a sua decisão se baseou para apoiar e se tornar vice na chapa de JHC?

Primeiro, o projeto nacional. A gente sentiu e depois ficou bem claro, com uma nota que nos tivemos interna, entre o presidente dos dois partidos, e a gente já estava recebendo apoio do PSB em Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro, sendo que em São Paulo, Recife e Maceió vai ser ao contrário o PDT vai dar apoio ao PSB. Por tanto, essa questão principal que norteou a minha decisão de retirar a minha pré-candidatura e apoiar o JHC.

Como o senhor encarou a reação de alguns membros do PDT?

É normal que as algumas pessoas reagissem. Estava todo mundo empolgado com a gente crescendo e com um empate técnico em segundo lugar, então é evidente, que eu e as pessoas, no primeiro momento tiveram a reação de não aceitar, e depois cada um reage de um jeito. Uns reagiram me acompanhando e entendendo do melhor que podemos produzir e fazer, do que pode somar juventude e com a experiência. E outros reagiram diferente chutando o pau da barraca, mas isso depois vai contornando. Não há nenhum problema.

Como avalia a junção das máquinas, estado e prefeitura na corrida eleitoral?

Claro que ninguém pode subestimar. São duas máquinas fortes, governador e prefeito, com a estrutura que tem será uma candidatura que tem que se respeitar pela sua densidade que ela pode produzir nesse processo. Não tenho a menor dúvida de ser subestimada.

O que espera do transcorrer da campanha eleitoral?

Campanha cai tudo. Fake nwes, baixarias e outras coisas, mas o que se espera, é que possamos fazer em um nível mais alto possível, respeitando o povo, respeitando o eleitor porque o eleitor quer proposta, quer a solução para as coisas e como as coisas vão melhorar. Acho que devemos nortear por isso, e eu não vou seguir outro caminho. No que puder influenciar, o nosso candidato para que ele também siga esse mesmo caminho.  Nos já fizemos reuniões temáticas, temos propostas e vamos juntar com as dele, para que a gente possa fazer o melhor de cada um de nos e de cada partido para essa campanha.

Qual o papel da ex-prefeita Katia Born na sua decisão? O senhor a escutou antes de decidir pelo apoio e ser vice de JHC?

Claro que escutei todo mundo. Ouvir os candidatos a vereadores, escutei até a nossa querida Heloisa, que não é do partido, mas foi uma das primeiras pessoas a nos apoiar. A primeira reação não foi a melhor, porque a Kátia tinha aquele problema dela perder a presidência. Mas Kátia é uma mulher de partido, uma pessoa vivida que entende que as coisas na política não são como a gente imagina como o ideal e, sim o possível. São as circunstâncias, desde que a gente não perca nossos princípios, e possa contribuir. Isso principalmente quando a gente chega em determinado momento de bagagem de vida e experiência, pensamos em somar e fazer o melhor. Essa aliança vai conduzir um novo eixo político para o estado de alagoas e oferecer o que há de melhor para a cidade de Maceió.  A Katia somou nisso tudo e ontem mesmo fizemos uma reunião com todos os pré-candidatos e as coisas estão andando muito bem.