Renan Filho critica proibição de entrega de feiras nos presídios: "Eu também gostaria de protestar ao lado das famílias"

Mara Santos*|
Renan Filho
Renan Filho

O governador de Alagoas, Renan Filho, se posicionou contra a suspensão da entrega de feiras aos detentos do Sistema Prisional alagoano, fato que tem gerado protestos de familiares dos presos desde a semana passada. “Eu também gostaria de protestar ao lado das famílias. Não tem nenhum sentido proibir a entrada de alimentos”, disse o governador.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (24), durante uma coletiva. Renan comentou que a postura do Sindicato dos Policiais Penais do estado (Sindapen/ AL), que deveriam levar em consideração a situação de pandemia. O governador justificou dizendo que não houve surto de Covid-19 e nenhum óbito no sistema prisional, pois o governo atuou junto a Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), e reafirmou que não concorda com a decisão.

“Essa é a postura do sindicato dos policiais penais. Acho que eles deviam rever isso, principalmente nesse momento de pandemia. Vale ressaltar que o trabalho conjunto do governo do estado com os policiais penais e a Seris faz com que o estado não tenha tido nenhum óbito no sistema prisional, não houve surto de covid. Não é o Estado que está proibindo a entrada de alimentos. É o sindicato dos policiais penais”, declarou Renan Filho.

Para o governador, o Sindapen busca uma “ legitima e justa” negociação com o governo para melhorias salariais e realização de concurso público, mas que não será possível realizar esse ano, devido a situação da pandemia no novo coronavírus. No entanto, Renan afirmou que as melhorias estão programadas para o início de 2021.

“ O sindicato dos policiais penais está em busca de uma negociação com o governo, que é legítima, justa, razoável, conduzida pelo secretário Fabrício Marques. Deve ser discutido com eles melhorais salariais, bolsa, concurso público, que vamos fazer no primeiro semestre do ano que vem. Íamos fazer esse ano, não fizemos por causa da pandemia no primeiro semestre e no segundo semestre é ano eleitoral”, explicou.

Renan frisou que em relação a suspensão de visitas é compreensível, pois não há segurança no momento e é preciso ter controle, para que o vírus não avance nos presídios. “Sobre as visitas, não há segurança nesse momento de pandemia. Se o surto entrar no presídio, como vamos controlar? Nesse caso, ou a Justiça liberaria em massa os detentos ou o presídio seria transformado num hospital. Nenhuma das alternativas é razoável. Esse equilíbrio é necessário”, completou.

O chefe do Executivo estadual defendeu a entrada de alimentos nos presídios, desde que fiscalizadas pela polícia penal e fez um apelo ao Sindapen.

“É óbvio que o governador Renan filho defende integralmente que os alimentos entrem no sistema prisional fiscalizados pela polícia penal. Faço um apelo, inclusive, ao sindicato dos policiais penais, não impeça a entrada de alimentos no sistema prisional. Porque a família precisa levar alguma coisa para seu ente que está lá. Isso é tradicional no sistema prisional Brasileiro e quando há esse impedimento as famílias se sentem desatendidas”, concluiu Renan Filho.

 

*Sob supervisão da editoria

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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