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Ainda no começo da pandemia do novo coronavírus no Brasil, entre os meses de abril e maio, os combustíveis que o consumidor encontrava diretamente nos postos apresentaram uma redução de preço.

A gasolina teve baixa em torno de 13%, se comparada ao mês de janeiro de 2020, quando foi registrado aumento nos custos. Em alguns casos, era possível pagar cerca de 60 centavos mais barato por litro abastecido do que no começo do ano.

A partir de junho, porém, esta redução parou de acontecer. E, em julho, a Petrobras anunciou uma nova elevação de preço: 4% na gasolina e 6% no diesel. Foi o terceiro reajuste do mês. 

Como a política de preços da refinaria acompanha o movimento global, considerando a margem de lucro, a taxa de câmbio e os custos de importação, os reajustes foram justificados pelo progressivo relaxamento das medidas de isolamento social em países da Europa e nos Estados Unidos, onde o preço do petróleo começou a se recuperar.

Apesar das informações de que o novo padrão da gasolina comercializada no Brasil reduzirá em até 5% o consumo por quilometro rodado, por se tratar de insumo básico na operação do setor de transportes terrestres, as empresas do ramo não podem ficar sujeitas à oscilação de preços de um mercado internacional extremamente volátil.

“Os custos anuais com combustível chegam a representar de 15% a 20% do custo de um veículo. O valor gasto por ano só fica atrás do próprio custo do automóvel”, pontua Rodrigo Mourad, presidente da Cobli, empresa especializada em tecnologia, serviços em gestão de frota e logística para transporte.

Para fugir das instabilidades e dos riscos de se fundamentar em momentos transitórios de baixa de preço, as empresas buscam soluções mais estáveis para fazer uma melhor gestão de frota e manter o controle sobre o orçamento operacional.

Gestão estratégica de combustível

O uso de tecnologias de monitoramento remoto e on-line de veículos têm sido um caminho para otimizar recursos e aumentar a produtividade na operação de frotas terrestres.

Entre as facilidades oferecidas pelas diversas ferramentas disponíveis no mercado, está a possibilidade de administrar com maior eficiência o gasto com gasolina, diesel, gás natural, entre outros, a partir do levantamento de dados detalhados do trabalho de campo.

O serviço promove uma verdadeira gestão de combustível ao projetar rapidamente os gastos estimados para cada rota gerada, com base em informações como o tipo de combustível utilizado, o valor, o tamanho do veículo e seu consumo médio. 

Segundo Mourad, gerenciar bem o consumo de combustível da frota pode fazer empresas gastarem até 30% a menos do que as que não controlam este tipo de gasto. "Para uma frota de 30 veículos, por exemplo, a economia seria de até 80 mil reais em um ano”, completa. 

As soluções digitais tornam possível ainda administrar paradas e trajetos não programados dos automóveis, além de analisar o impacto de hábitos diários, como deixar o carro ligado sem necessidade.

"É o que chamamos de motor ocioso, que pode ocasionar no desperdício de até 1,5L/h. Pela análise do modo de condução (acelerações e frenagens bruscas), também é possível encontrar mudanças acionáveis que os próprios motoristas podem aplicar e que podem economizar combustível”, explica o presidente da Cobli.

Tempo médio para iniciar o atendimento a um cliente, quantidade de reabastecimentos semanais, definição de rotas, controle de manutenção são outras tantas variáveis que podem ser monitoradas com a ajuda da inteligência artificial.