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Centro de Maceió

Com a queda na curva de contágio da pandemia do novo coronavírus, o Governo de Alagoas, assim como em outros estados, tem flexibilizado o funcionamento de diversos segmentos do comércio. O Plano de Distanciamento Social Controlado prevê fases para a reabertura gradual do setor produtivo.

Em julho, depois de aproximadamente quatro meses, foi a vez do comércio reabrir na capital. Mesmo com a liberação, muitas medidas de prevenção à Covid-19 precisaram ser adotadas pelos empreendedores. Além de passar todo o período de quarentena fechado, o setor comerciário precisará se "recuperar" da falta de receita dos últimos meses.

De acordo com o economista Cícero Péricles, a reabertura trata-se de um momento delicado. Isso porque será um período de readaptação ao novo ambiente de negócios ainda muito influenciado pelo noticiário da pandemia.

"O consumidor médio continua apostando nas compras básicas  - alimentos, remédios, material de limpeza e higiene, material de construção no varejo, e nos pagamentos essenciais: água, luz, gás, telefone, internet, transportes. As compras de bens semiduráveis – roupas, calçados, ou bens duráveis, como os eletrodomésticos, vão demorar mais um pouco para decolar", afirmou o especialista.

Dividindo o ano em trimestres, Cícero disse que  o primeiro, de janeiro a março, foi limitado nas vendas e ainda lento na economia; o segundo, de abril a junho, deve apresentar os números mais negativos para as atividades econômicas porque foi o de maior intensidade da pandemia e do fechamento em função do isolamento social; o terceiro, esse que nós estamos atravessando, de julho a setembro, ainda será de resultados ruins, mas com um pouco de recuperação em função da reabertura do comércio e serviços.

Para o quarto e último trimestre, a expectativa é de uma leve recuperação, com as expectativas de vendas de final de ano, com o reaquecimento do turismo na alta estação do verão, da maior velocidade da construção civil para entrega das obras de final de ano, da safra da cana-de-açúcar, que se inicia em setembro e, talvez, de melhores notícias da economia brasileira.

De acordo com o economista, um setor que pode surpreender e aquecer a economia em 2020 é o da agricultura. Em razão das chuvas regulares que caíram desde dezembro do ano passado; a indústria e a construção seguiram a produção normal, mesmo no período de isolamento. "O problema está nos segmentos de comércio e serviços, que representam 70% da economia estadual, e que sofreram o impacto mais forte da suspensão temporária das atividades e levará mais tempo para a recuperação. Alguns setores, como o turismo e os relacionados a eventos, demorarão mais tempo para recuperar seu ritmo anterior. Talvez somente em 2021" completou Cícero Péricles.

Com supervisão da Editoria.